E o que pensar sobre homossexualidade ser tratado como uma doença? Na última sexta-feira( [VIDEO]15), o juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, do Distrito Federal, determinou que o CFP (Conselho Federal de Psicologia), não pode proibir o profissional da área de atender o paciente que procurar por ajuda em relação a sua opção sexual, caso queira tentar mudar de gênero.

A decisão atinge a resolução de 1999 do CFP, que diz que este tipo de tratamento é proibido, Atingindo ainda a resolução de 1990 da OMS (Organização Mundial da Saúde), que diz que a homossexualidade não é considerada uma patologia [VIDEO]. Sendo assim, não podendo ser considerado uma doença.

Os tratamentos de reversão sexual não têm comprovação científica conclusiva, só servindo de sofrimento ao ‘’doente’’.

Então, quem realmente está doente?

A sociedade que impõe determinados padrões de aceitação social, determina que um casal aceito seria composto por um homem e uma mulher. Porém, sabemos muito bem que quando se fala na felicidade do próximo, muitos se incomodam e não conseguem aceitar a felicidade alheia. Dessa forma, colocam empecilhos, acusam e causam danos físicos e psicológicos àqueles que tem por opção alguém do mesmo sexo.

Então, se o incômodo da felicidade alheia afeta muitos, a felicidade fora dos padrões incomoda ainda mais. Estaria eu "doente" por amar alguém do mesmo sexo? Ou está "doente" quem quer se preocupa mais com a minha vida, do que com a sua própria? No dia em que os outros pararem de se preocupar com a vida do próximo e começar a cuidar da sua própria vida, talvez a "cura gay" seja encontrada, sendo ela a aceitação de que, independente da escolha, cada um tem o seu direito de amar e escolher sexualmente por vontade própria!

Preconceito mascarado!

Encontrar outro nome para o preconceito é fácil, admitir o erro que é difícil.

Admitir que nem todos são iguais e não são obrigados a gostar das mesmas coisas é ainda mais difícil! Ao invés do ser humano procurar a "cura gay", deveria se procurar primeiro em ter sanidade e se lembrar de que não somos feitos em uma mesma forma de bolo.

Assim sendo, somos diferentes uns dos outros. Deveria existir o respeito entre si, a colaboração e a vontade de fazer deste país um lugar melhor. Se a força empregada na busca pela "cura gay" fosse canalizada para a melhoria do sistema de saúde, que atualmente não consegue curar nem gripe direito, ou ter uma educação que valorize seu aluno, incentivando também o docente dentro de sala, hoje a situação seria totalmente diferente.

Ao invés de procurar defeitos no próximo, procure primeiramente ver se são defeitos ou não! Não existe doença em ser homossexual, transexual, bissexual, drag queen, entre outros. A doença está na cabeça de quem julga! Não em quem é feliz e está satisfeito consigo mesmo!