O deputado federal e pré-candidato à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é acusado por seus opositores de espalhar o ódio com suas declarações polêmicas. Normalmente, as acusações são feitas por esquerdistas. Mas o perfil Ódio do Bem, no Twitter, tem desmascarado pessoas que pregam o ódio nas redes sociais acreditando estar falando sobre amor.

Neste domingo (17), o perfil publicou um print de uma conversa que rolou no Facebook e o assunto em questão era “negros que votam em Jair Bolsonaro” [VIDEO]. Para muitos, negros não podem votar no parlamentar porque ele é racista.

A acusação, que já existe há muito tempo, se intensificou depois que o representante do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados afirmou que visitou uma comunidade quilombola e o afrodescendente mais leve pesava algumas arrobas.

Para a pessoa que fez o comentário cheio de ódio no Facebook, “Preto que apoia o Lixonaro tem que levar chibatada”. Lixonaro foi a forma como o internauta se referiu a Bolsonaro.

O comentário foi bastante criticado após o print ser publicado pelo Ódio de Bem. “Típico de esquerdistas, ou você concorda (com eles) ou deve ser morto”, afirmou um seguidor do Ódio do Bem.

“Depois é a direita que faz discurso de ódio”, afirmou mais um. “São os mesmos que taxam Bolsonaro de facista, nazista etc”, comentou outro.

Pesquisas

Além dos negros, opositores de Bolsonaro também dizem que mulheres e homossexuais não devem votar no parlamentar porque ele, para estas pessoas, é machista e homofóbico.

As pesquisas de intenção de votos para 2018, porém, mostram Bolsonaro bem votado entre as mulheres – embora perca para Lula entre elas.

Em relação aos negros e homossexuais não dá para saber, porque as pesquisas não fazem essa divisão.

O fato é que nomes como as cantoras Pepê e Neném, o autor de novelas Aguinaldo Silva, o ativista político Smith Hays, todos homossexuais, apoiam Jair Bolsonaro.

Aguinaldo Silva não disse que vai votar no parlamentar em 2018, mas o defendeu na confusão com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que mora no Rio de Janeiro e é casado com um vereador do PSOL.

Além deles, a cantora Inês Brasil, heterossexual, mas ícone entre os gays, também já apareceu em vídeo com Bolsonaro e causou revolta entre ativistas LGBT.

Com a aproximação das eleições presidenciais do ano que vem, perfis como o que compartilhou este print terão muito conteúdo de internautas para publicar. Negros, mulheres, homens, brancos, anões têm o direito de votar em quem quiserem.