A Justiça comumente é representada por meio de alguns símbolos inconfundíveis como, por exemplo, uma estátua na forma de Mulher com os olhos vendados, segurando uma balança e uma espada nas mãos, verdadeira analogia a um jogo de simbolismos.

A venda representa a imparcialidade em relação aos que estão sob julgamento; a balança, por sua vez traduz o equilíbrio no momento da análise dos argumentos, tanto a favor quanto contra os réus, e a espada é um sinônimo de força, ou seja, é mais um simbolismo em que a Justiça por meio da imposição da força, determina que as partes em litígio só aceitem a sua decisão, já que um dos lados sempre ficará descontente.

Como que por uma mutação ou distorção através dos tempos, a Justiça com a venda nos olhos passa a significar para muitos, não a imparcialidade nas suas decisões, mas um verdadeiro estado de cegueira ou ilegitimidade no que diz respeito às decisões judiciais [VIDEO] conforme dizem alguns críticos do sistema judicial vigente em âmbito nacional.

Algo que ilustra muito bem essa situação é o caos político e econômico em que o Brasil está mergulhado neste exato momento, onde os representantes dos partidos políticos de direita e de esquerda se acusam mutuamente de receberem favorecimento dos juízes “cegos” ou carentes de práticas de justiça.

Por outro lado, um exemplo ainda mais explícito do que o falado no parágrafo anterior é o assunto recorrente dos meios noticiosos nos últimos dias, que foi praticado na última terça-feira (29) pelo ajudante-geral de nome Diego Ferreira de Novais, preso no interior de um ônibus na Avenida Paulista, símbolo da Cidade de São Paulo, após ter o desplante de ejacular no pescoço de uma mulher no interior do coletivo.

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Diego foi preso sim, mas, menos de um dia depois da prática, no mínimo inconcebível, ele já foi posto em liberdade.

O mais incrível de tudo isso, é que o incidente representou a 17ª acusação por abuso sexual contra o sujeito e que nem isso fez com que a Polícia Civil solicitasse a prisão preventiva do homem; além do que, o Ministério Público pediu à Justiça que a prisão do mesmo fosse relaxada.

José Eugênio Souza Neto, juiz pertencente ao Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulistana, entendeu que Diego não fez uso de violência ou mesmo de ameaça grave que constrangesse a vítima.

Por outro lado, o caso como um todo acabou provocando uma verdadeira comoção nacional e de repulsa em relação ao fato acontecido, principalmente depois que o juiz proferiu o seu parecer soberano, mas injusto conforme a leitura da maioria da sociedade.

O juiz José Eugênio até ficou convencido de que a passageira vitimada pelo s jatos da ejaculação de Diego tenha ficado bastante nervosa e traumatizada, mas segundo a autoridade, não houve nem constrangimento e nem violência praticados pelo “masturbador público”.

O juiz só considerou que o vilão dessa história da vida real possa se submeter ao "tratamento psiquiátrico e psicológico" que lhe for mais adequado.

Lamento do cobrador do coletivo

Bruno Vieira Costa, cobrador do ônibus, e que acabou socorrendo a mulher, além de impedir que Diego fosse linchado, disse lamentar à emissora do SBT, lamentar a decisão do juiz quanto à soltura do transgressor, isto é, para o cobrador a Justiça falhou quanto ao julgamento do caso em questão.

Os internautas fizeram a absoluta questão de protestar nas redes sociais em geral, indagando sobre qual é o crime que verdadeiramente dá cadeia no Brasil, talvez sendo, quem sabe, roubar margarina no supermercado.

Muitos dos que navegavam na web torciam para que esse tipo de situação tivesse acontecido com a esposa ou filha do magistrado [VIDEO], até mesmo para saber se assim José Eugênio mandaria soltar o delinquente.

E você o que acha disso tudo, a vítima do coletivo na Cidade de São Paulo foi alvo de estupro, atentado violento ao pudor, constrangimento explícito, mas que no final de tudo, o caso acabará sendo esquecido? Não deixe de registrar a sua opinião no espaço abaixo e compartilhar o artigo, caso discorde da decisão do juiz de São Paulo.