A Santa e Bela Catarina, como é conhecido o estado considerado um dos mais seguros do Brasil, desde a última quinta-feira (31) tem sido alvo de criminosos, em uma verdadeira ”festa do crime" . Conforme informações oficiais, os principais envolvidos seriam membros de uma facção que teria surgido há não muito tempo no interior de presídios e penitenciárias catarinenses.

Pelo menos 45 #ataques registrados oficialmente ocorreram desde a semana passada. O alvo: delegacias de polícia, bases da Polícia Militar, viaturas, empresas privadas e até casa de policiais militares e civis. Praticamente todo o litoral, de Norte a Sul do estado, está sendo covardemente atacado por criminosos, totalizando pelo menos 20 cidades.

As cidades alvos

Florianópolis, Biguaçu, São José, Palhoça na Grande Florianópolis; No Sul do Estado, Criciúma, Araranguá, Içara, Cocal do Sul, Balneário Rincão, Balneário Gaivota e Siderópolis; Na região Norte, Joinville, Itajaí, Navegantes, Camboriú, Balneário Camboriú, Araquari, Corupá e Jaraguá do Sul.

Somadas as populações, praticamente quase metade da população catarinense ficou - ou melhor - está sob a ação dos criminosos. Foram as mais variadas ações dos bandidos: incêndios, tiros, barricadas, arremesso de artefatos explosivos. Sem contar que, dias antes dois policiais militares, um deles já reformado, foram assassinados a tiros no Norte do Estado.

A resposta das polícias

Mesmo com a recente nomeação de policiais, a falta de efetivo policial é grande. Na Polícia Civil, por exemplo, o numero de policiais praticamente é o mesmo há quase três décadas.

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O efetivo disponível das forças públicas "se viram nos trinta".

Sem contar que em alguns locais do Estado há policiais civis e alguns militares que precisam ir atender ocorrências sozinhos. Dentro da lei, que é bastante "benéfica" aos criminosos, os agentes da segurança pública fazem o que podem. Entretanto, os criminosos perderam a vergonha - se é que as tinham - e também o medo.

Agentes públicos à mercê

Policiais civis e militares estão à própria sorte. Mesmo com a onda de ataques continuas, não houve até o momento uma ação prática e objetiva no intuito de preservar a segurança de policiais - nem de seus familiares -, considerando que foram registrados ataques ousados contra residências de agentes. Os representantes do chamado braço armado do Estado estão à mercê de sua própria sorte

De quem é a culpa?

Tentar encontrar um único culpado neste momento fica difícil. Considera-se a ineficácia do sistema penitenciário em conter a formação e proliferação de facções criminosas a partir das penitenciárias e presídios.

Outro fator é a tão famigerada legislação penal.

A precariedade da estrutura policial no tocante aos salários, o baixo efetivo e leis que garantam a segurança e o trabalho do policial também contam. Há ainda que se considerar aqueles usuários de drogas que de uma forma acabam fomentando o crime, pois, financiam o tráfico e, consequentemente, o aumento da criminalidade. Fica a dúvida: se alguém do alto escalão do poder político/administrativo fosse alvo de atentado - ou sua casa - ou familiares, a resposta estatal não seria diferente? #vergonhaemsc