A invenção da escrita cuneiforme pelos sumérios há aproximadamente 4 mil a.C desenvolveu os primeiros sinais de representação dos seres e objetos. A importância dada à invenção da escrita é tamanha que se considera o início da história do mundo a partir dela.

A escrita desenvolveu-se em variadas formas e culturas, em especial, temos no mundo três maiores sistemas gráficos de sinais, o ocidental, o oriental e o árabe. A escrita não só representa o avanço como tecnologia, também é uma forma de transformação social.

Na sua possibilidade de transformar a sociedade, a escrita foi utilizada para escrever os primeiros direitos e as constituições, onde, via de regra, se transformou seu conteúdo em forte limitação à tirania.

A escrita foi o instrumento da #Revolução francesa, ppr meio da qual revolucionários como Domat, Diderot, Rosseau, Voltaire comunicavam entre os estudiosos as suas ideias, muitas vezes, por meio de panfletos de mãos em mãos a fim de divulgar os ideais de liberdade, igualdade e #fraternidade.

É por meio da escrita que os livros sagrados e escrituras sagradas são conhecidos e o desiderato vai desde a bíblia aos escritos budistas. É por meio da escrita que os planejamentos estratégicos se amoldam aos objetivos de grandes empresas e ideias empreendedoras.

Escrever é, portanto, uma forma de se comunicar e transformar a sociedade. Em se tratando de transformar a sociedade, é necessário remeter a um toque filosófico. O transformar a sociedade precisa ser refletido e para o bem. Então, podemos nos utilizar da reflexão filosófica escrita nos livros de filosofia e nos indagar: o que transformar por meio da escrita? Por que transformar? O que transformar?

O que transformar?

A escrita e a liberdade de expressão que a garante como direito é muito ampla.

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A escrita permite que se registre vernáculos do bem e do mal, atitudes do bem e do mal. E, sim, as pessoas tem o livre arbítrio (Ponto de vista cristão) para optar e escolher o seu caminho e o ponto de vista de um pode ser relativo e ainda sofrer de “interpretações diversas” como alerta o filósofo Derrida.

O que transformar? É a indagação que se propõe a analisar, se o que escrevo é para o bem. É possível considerar que a vocábulos para o bem e há vocábulos para o mal. Atos para o bem e atos para o mal.

Já lembrou que certa vez a professora ou o familiar alertou você que tal expressão “não deveria ser utilizada” ou “era forte aos ouvidos de algumas pessoas”.

Vamos exemplificar. Você pode optar por não fazer fofocas ou ser um fofoqueiro de plantão. Você na internet pode ler um ponto de vista que é contrário ao seu e, subtamente, partir para um debate saudável ou envidar humilhações pessoais ao escritor. A opção está na sua consciência, ou pela sua educação ou pela repetição de um comportamento social constante.

Quer dizer então que o mal é repetido? Sim, o mal é um comportamento repetido, não somos mal, somos o produto de uma repetição do mal. Então, podemos mudar e nos transformar.

O que transformar? O nosso mal, para o bem.

Por que transformar?

A sociedade está em constante transformação e somos aprendizes nesta transformação, ás vezes, somos agentes. Ser agente de transformação social é estar do lado da fraternidade dos seres humanos e inserir-se nela. É saber que somos seres com sentimentos, sonhos, erros e necessidades.

Todos nós sentimos, todos temos sonhos, todos erramos, todos temos necessidades. Se estiver diante do meu sonho quero que ele frutifique, se estiver diante do meu erro quero que ele seja reparado, se estiver diante de minha necessidade quero que ela seja satisfeita.

Então, cuidemos para não ser a pedra no sapato do sonho dos outros em detrimento do nosso próprio, com isso perde-se tempo e dedicação para construir o próprio jardim e ainda poder ver o jardim dos vizinhos vistoso e os jardins dos outros humanos e a grande fraternidade humana.

Por que transformar? Pela nossa felicidade.

Como transformar?

A escrita é um meio eficaz. Como usar a escrita é muito pessoal. Reiteramos que a escrita conhece da liberdade de expressão como direito e a consciência psicológica do livre arbítrio.

Em se tratando de psicologia aprendemos com o meio social na lição de Vigotswki. Por óbvio que se um ser humano ler constantes ataques pessoais a outro ser humano em um debate na internet ele pode até não reproduzir mas, vai aprender. Então o mal se propaga com muita intensidade pela repetição do comportamento tomado como paradigma.

E se a pessoa estiver convicta de que quer proceder assim, fundado no seu livre arbítrio e liberdade de expressão.

As lei e regras já proíbem expressamente, mas, se ainda assim, puder se contestar a existência da lei ou regra social? Então precisamos lembrar que o mal é cíclico. Aquela conhecida dinÂmica: Aponte um dedo e tenha três apontados para você. Concluindo, o mal, volta.

Então podemos superar? Você pode refletir, se errou, se caluniou, se conflitou desnecessariamente contra a pessoa da ideia e não argumentou contra a ideia da pessoa. Você pode dizer para si, já fiz isto e humildemente dizer como posso melhorar?

É preciso educar-se! Somos aprendizes! Não há nenhum mal em reconhecer que podemos propagar o mal, assim como não há nenhum mal em reconhecer que fomos alcoólicos um dia e procuramos ajuda dos alcoólicos anônimos.

Por outro lado, os instrumentos para melhorar a sociedade, como fazer, ainda são frágeis. Em regra apela-se para o Poder constituído, mas, o Poder constituído, também pode optar pelo mal e as vezes até mesmo pela tirania, infelizmente. As vezes optamos pelas igrejas, a religiosidade e procuramos mudar o mal da repetição do mal na sociedade com palestras, cultos, exemplos, profetizações, ministérios, visões e também lá pode estar o mal do desvirtuamento da fé. Até mesmo na ciência, podemos procurar, na ciência a solução e não a encontramos pois não há como evitar de um gênio submeter o conhecimento do átomo sem a possibilidade de explorar a bomba atômica.

Então a resposta desse como ser agente de transformação social pode advir do novo.O neologismo. A psicogramática. A psicogramática se propõe a criar paradigmas do bem, por meio da escrita e dos atos.

A escrita, como fundamentamos historicamente, é um meio de transformação. Como uso esse meio, é resposta que vai concluir se o mundo será melhor ou não. Se o mundo será mais fraterno ou não? Então precisamos aprender a usar palavras do bem. Palavras que somam, palavras que engrandecem e que motivam. Atos que somam, atos que engrandecem.

Relembrando de Vigoski, esse comportamento do bem é propagado e sim, ele também volta, naturalmente. Na prática, a psicogramática se propõe a ser um passo à frente para a construção de uma sociedade fraterna e um novo instrumento de concretização #desenvolvimento humano