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O que podemos esperar da nova reforma trabalhista sancionada pelo presidente Michel Temer e publicada no Diário Oficial da União em 14 de julho passado que entrará em vigor no mês de novembro. Por mais otimistas que a equipe econômica do governo possa estar na possibilidade do aumento de postos de trabalho, ajudando a reduzir os altos Índices de desemprego em todo o País, que já ultrapassa mais de 14 milhões de pessoas. Setores da indústria em geral, comércio e serviços têm a expectativa de melhorias na economia interna, reduzindo o impacto da Crise econômica e politica que o Brasil vem atravessando em praticamente todos os estados.

Devido à flexibilização nas relações de trabalho com a redução de custos tributários e de benefícios trabalhistas, muitas empresas terão mais dinheiro em caixa para fazer novos investimentos e ampliando novas unidades, gerando mais empregos.

Isso de forma teórica. Há também uma grande preocupação de alguns especialistas em haver uma grande onda de demissões por parte de algumas empresas, para recontratarem os mesmo funcionários, mas agora já na nova lei.

Isso devido ao grande número de regimes de contratos, que poderão ser feitos de forma diferenciada um do outro, deixando assim de ser obrigatório o pagamento de alguns benefícios da CLT (Consolidação das Leis trabalhistas) já alterada. Estes novos regimes estarão forçando a redução de salários por garantias de permanência no emprego por parte de alguns profissionais, provocando maiores conflitos nas relações de trabalho, onde será preciso que o empregado negocie com seu empregador as regras salarias que serão ofertadas por ele. Neste novo contesto haverá poucas mudanças no aumento real de novos empregos.

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Outro ponto muito discutido na reforma trabalhista é o trabalho intermitente, onde o trabalhador presta seus serviços por uma quantidade de horas trabalhadas em determinada atividade, recebendo por aquele período, regido por um contrato pré-estabelecidos entres as partes sem vínculo empregatício de forma eventual. Ou seja, em termos populares "fazendo o famoso bico".

Estas mudanças na CLT poderão levar muitas pessoas a não ter garantias no final do mês de ter sua remuneração mínima para pagar as contas. Por estas razoes que é preciso aguardar o período de adaptação do novo sistema trabalhista. Fazer um julgamento agora seria prematuro, mas para a grande maioria da população resta saber o tamanho do impacto real dos benefícios perdidos com nova lei trabalhista no Brasil.