Este artigo aborda os grandes paradigmas da Filosofia: realismo e idealismo, enfatizando o processo de formação de conhecimento, da modernidade aos dias atuais, e a dicotomia ofertada pelos dois sistemas, relacionando-os com a tradição jusfilosófica.

Paradigma significa modelo ou padrão, que corresponde aquilo que serve exemplo a ser seguido em determinada situação. Ou seja, são as normas orientadoras de um grupo que estabelecem limites e que determinam como um indivíduo deve agir dentro desses limites.

Desde o seu nascimento, por volta do século VII e VI a. C., a Filosofia se deparou com diversos problemas e diversas respostas foram dadas a cada um deles. Para os pré-socráticos: a natureza; para os socráticos: o homem; para os pós-socráticos: moral. Para a Filosofia Medieval, o conflito entre fé e razão, para a Filosofia Moderna, o empirismo e o racionalismo, para a Filosofia Contemporânea, diversos problemas a respeito da existência, da linguagem, da arte, da Ciência, entre outros.

Dessa forma, o homem sempre se preocupou em conhecer à realidade, o mundo, o cosmo e a si mesmo. Conhecimento é o ato ou efeito de conhecer, é ter ideia ou a noção de alguma coisa. É o saber, a instrução e a informação. Conhecimento também inclui descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos. Daí dizer-se que existem vários tipos de conhecimento.

O conhecimento filosófico é o tipo de conhecimento baseado na reflexão e construção de conceitos e ideias, a partir do uso do raciocínio em busca do conhecimento.

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Ciência

Dessa forma, o realismo, por oposição ao idealismo, responde à questão da natureza ou essência do conhecimento. Ele sustenta o princípio da transcendência do objeto em relação ao sujeito para afirmar, deste modo, a total e completa independência entre a realidade e a consciência.

O idealismo é a corrente de pensamento filosófico que defende a existência de uma só razão: a subjetiva. Por essa abordagem, a razão subjetiva é válida para todo ser humano, em qualquer espaço temporal ou físico.

A partir do pensamento idealista, a realidade se resume ao que é conhecido por meio de ideias. Há, ainda, diferença entre a realidade e o conhecimento que temos sobre ela. Ou seja, só podemos dizer que a realidade é racional para nós a partir de nossas ideias.

O filósofo alemão Immanue Kant (1724-1804) responde à questão de como é possível o conhecimento afirmando o papel constitutivo de mundo pelo sujeito transcendental, isto é, o sujeito que possui as condições de possibilidade da experiência.

O que equivale a responder: "o conhecimento é possível porque o homem possui faculdades que o tornam possível". Com isso, o filósofo passa a investigar a razão e seus limites, ao invés de investigar como deve ser o mundo para que se possa conhecê-lo, como a filosofia havia feito até então.

Por outro lado, é importante salientar, que Filosofia não é ciência, pois ela se baseia em teses não em fatos cientificamente estabelecidos.

Apesar disso, todas as ciências humanas se baseiam na Filosofia. Uma investigação filosófica pode levar a descobrir verdades desconhecidas, e posteriormente ser comprovada pela ciência. Desse modo, deve-se procurar entender à realidade com a ajuda da investigação filosófica, isso sem levar em conta o empirismo da ciência.

Enfim, cada teoria filosófica nos oferece um mesmo ponto de vista coerente e bem articulado, fundamentado em cuidadosa rede de argumentações, que serve para abordarmos problemas e objetos de estudo das mais variadas ciências ou áreas de atividades humanas, incluindo o campo do direito.

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