No sábado dia 12 de agosto, ocorreu no em Charlottesville, Virginia (EUA), um protesto, em busca da supremacia branca. No protesto podiam se ver bandeiras com símbolo do nazismo e da Ku Klux Klan [VIDEO]. Não há necessidade de explicar sobre o nazismo porque qualquer um que foi a escola sabe que é uma ideologia onde coloca o homem branco, europeu e a religião cristã como o certo, e quem difere disso é inferior. Já a Ku Klu Klan falarei um pouco.

O que mais intriga é o fato de que quem apoia ou participa dessa ideologia usa o argumento da liberdade de expressão para justificar seu ponto de vista, que a liberdade serve para uns, mas quando um homem branco da sua opinião, é discriminado.

Creio eu que não é bem assim as coisas são. Antes de começar, devemos nos perguntar...

Afinal, o que é liberdade de expressão?

Liberdade de expressão é um direito fundamental do homem que garante a manifestação de opiniões, ideias e pensamentos sem retaliação ou censura por parte de governos, órgãos privados ou públicos, ou outros indivíduos. É um direito de todo, inclusive consta e está estabelecido mundialmente pela Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas).

O que muitos confundem, é a liberdade de opinar com opressão. Como quase tudo tem um limite, o limite da liberdade de expressão está em ultrapassar os demais direitos fundamentais de outros indivíduos. Ao cometer preconceito, você não está somente expondo a sua opinião, e sim cometendo um crime contra outra pessoa que tem os mesmos direitos assegurados e é considerada igual a todos aos demais perante a lei.

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Se a liberdade de expressão de um fere a liberdade do outro, então torna-se opressão.

Ku Klux Klan

A organização nasceu como resultado da Guerra Civil americana, iniciada pelos estados do Sul dos Estados Unidos inconformados com o fim da escravidão. Em 1866, seis oficiais do antigo Exército Confederado fundaram um clube social em Pulaski, no Tennessee - Ku Klux é uma corruptela do grego kuklos, círculo. No ano seguinte, o grupo foi organizado como "O Império Invisível do Sul" durante uma convenção em Nashville.

A organização passou a ser presidida por um "grande mago", o general confederado Nathan Bedford Forrest, um brilhante oficial da cavalaria durante a guerra - e famoso pelo ódio que nutria aos negros e aos colaboradores sulistas do Exército do Norte.

O estatuto da primeira Ku Klux. Conheça alguns tópicos do Prescript:

  • Membros não podem ter lutado contra os confederados na Guerra Civil.
  • Membros devem se opor à igualdade racial.
  • Membros devem ser a favor de um governo de brancos.
  • Membros devem ser a favor do retorno dos direitos dos homens do Sul, incluindo os de propriedade (e de ter escravos).
  • Membros têm de estar prontos para pegar em armas contra os abusos do poder.

Texto de Fernando Duarte e Fábio Marton, com pequenos cortes e mudanças

A atual Ku Klux Klan não só tem ódio por negros e seus direitos igualitários, mas também a qualquer tipo de pessoa diferenciadas do seu conceito de supremacia branca cristã americana.

Logo, seriam imigrantes, homossexuais, judeus, negros, entre outros. Tenho até pena de um judia, lésbica, de pele morena que queria visitar a Virginia.

Protesto em Charlottesville, Virgínia [VIDEO]

Sabendo então desses fatos, já podemos tirar daí que o direito que eles estavam em busca era o de tirar os direitos já conquistados por aqueles que, em sua visão nazista, são inferiores. Não tem embasamento. Não se pode justificar um ato de ódio com a liberdade de expressão. Quando se dá a sua opinião partindo para a agressão verbal ou física, não se torna opinião, mas, sim, agressão.

O que mais me deixa preocupado, é que metade das pessoas que participam desses atos passou pela escola, universidade, que sabe a história.

"Foi uma grande vitória moral em termos de demonstração de força", foi declaração de Richard Spencer, um dos participantes do protesto em Charlottesville. Vitória moral de quem eu pergunto. É essa demonstração de força que me espanta, dado o fato de que o número desses indivíduos que compartilham essa ideia é bem maior.

Não critico partido político, até porque cada um foca mais em uma determinada classe e cada um tem o direito de escolher o seu tipo de pensamento político, dado que cada um visa um tipo diferente de governo, sociedade etc. O que eu crítico é o fato de alguém querer sobrepor outra pessoa e ainda achar que está certo.

Isso que dei foi uma opinião. Aquilo que eles espalharam e ainda espalham, é discurso de ódio. Saibam a diferença.

Caso queriam ir contra a minha opinião, basta comentar a de vocês. Um bom debate pode ser feito, desde que apresente dados e tenha educação. Estou certo de que existe quem é a favor e contra.