Dizem que todo mundo deveria escrever um livro – mas não contam que não basta pegar caneta e papel, que é bem mais complexo que isso. Escrever exige técnica. É um dom que precisa ser alimentado.

Muitas pessoas são apenas leitoras, mas todo leitor aficionado certamente em determinado momento deve ter pensado em escrever a sua própria história ou conto. Muitas talvez até tenham tentado - algumas conseguiram, enquanto outras podem ter ficado pelo meio do caminho e talvez até, se perdido nele. Escrever um livro é isso, se não houver um planejamento e algumas técnicas, dificilmente se consegue o objetivo: chegar ao seu final.

Por sorte, há alguns detalhes e cuidados preciosos para que se chegue a uma história incrível. Veja algumas dicas excelentes que ajudam muito com esse desafio que é o de escrever um livro.

Dicas para uma boa escrita

Clima

Ao ler um livro, a imaginação está livre para ir onde quiser, dependendo das palavras ali descritas. É o que o leitor precisa ter, isso é parte do que vai prendê-lo na história. Então, antes de começar, é preciso que se tenha alguns cuidados “externos”, como a definição de um clima. O clima da história não é bem algo que se cria e sim algo que se percebe. O escritor deve imaginar um clima apropriado com o que vai contar e que envolva o leitor. Mas cuidado, não dá pra mudar esse clima de acordo com o humor do autor ou autora.

O autor de “A Culpa é das Estrelas” - John Green, disse em uma entrevista que houve momentos em que ele não pode escrever, devido a história estar em um momento de descontração enquanto ele se encontrava profundamente triste por causa da morte da jovem que inspirou o livro.

Então, antes de pegar papel e caneta, se deve lembrar que a história tem um clima e que ele não pode oscilar drasticamente. Se for uma história sombria, engraçada ou dramática, deve ser assim no maior número de linhas.

Modelo de divisão

O modo mais clássico de contar histórias é o dos capítulos e narrativa. Mas como tudo evolui, surgiram coisas novas que tornam a leitura ainda mais empolgante. Prólogos, fugas da narrativa, alternância da narrativa, flashbacks, histórias secundárias, epílogos e outros são exemplos dessas tendências. Antes de começar a escrever, deve haver uma definição sobre quais desses recursos farão parte da história, ajudando a não deixa-la maçante.

Personagens e nomes

A história pode até conquistar o público, mas se os personagens não forem bons, as chances caem pela metade. Muitos leitores continuam a ler um livro por apego a alguns personagens. Alguns autores aproveitam desse artifício para usar personagens e impactar os leitores por meio deles. Para não se perder nesse processo, há que se conhecer e definir bem a personalidade de cada personagem.

É confuso quando, por exemplo, um personagem começa na história como um “bad boy” e logo em seguida esteja completamente diferente disso. Não que o personagem não possa mudar suas atitudes, mas a transformação/evolução deve ser contada. O que não pode, é se perder na essência dos personagens.

A autora do best seller “Fallen” – Lauren Kate, disse em entrevista, ter se perdido da personalidade de Lucinda Price em alguns momentos da história e que, por esse motivo, teve que voltar ao perceber isso.

A personalidade de todos os personagens é importante. Cuidado com os personagens fúteis - aqueles que não terão importância alguma. Eles empobrecem a história, além de deixa-la maçante, com tantos personagens para lembrar.

O nome dos personagens, pode até não parecer, mas acrescenta algo ao clima da história. Portanto, é essencial que se crie nomes e sobrenomes que “casem” com esse clima. Por exemplo, para um enredo mirabolante, nomes comuns não são bons, mas podem ser excelentes para um romance.

Dê um sentido à história

Não importa o quanto a história possa parecer idiota. Toda narrativa possui um sentido para existir. Encontre e enfatize o sentido dela. É o amor? O perdão? O valor da liberdade? Mostrar o valor de uma causa? Veja alguns exemplos de sentido percebido de livros famosos:

Jogos Vorazes, Suzanne Collins – A liberdade de um povo aprisionado

Orgulho e Preconceito, Jane Austen – A negatividade do orgulho e do preconceito

Bela e a Fera, Gabrielle Suzanne Barbot – Não julgar pelas aparências

Linha do tempo

A última e mais importante das dicas: criar uma linha do tempo da história. A linha do tempo é o ombro amigo nessa jornada. Ela nasce da criação e é nela que serão colocados, em descrição de tempo e ordem, os acontecimentos da história, como devem ser. Observações importantes, lembretes e tudo o que possa dar apoio em momentos em que se precise voltar ao tempo, rever o comportamento de algum personagem, determinado acontecimento etc. E se a história tiver flashbacks e mistérios, a linha do tempo será um ótimo guia - por exemplo, nas cenas que possuem uma pista do mistério, sinalizar com um asterisco, as cenas que os mistérios se solucionarão, sinalizar com tracinho e assim por diante. Não há como se perder na história.

As dicas acima enfatizam o tratamento por fora da história. Em relação à criação, é a criatividade de cada um que vai falar. Existem muitas boas histórias, algumas são apenas mal escritas ou se perderam em algum momento dos acontecimentos. #História incrivel #Escrever bem