A noite de sexta-feira se aproxima e todos os judeus se preparam para refletir sobre suas ações, no mundo inteiro, onde há conhecimento dos ritos e dos valores judaicos haverá o momento necessário para despir-se de toda atividade que possa desvirtuar o necessário dia para relembrar e viver o perdão.

O melhor ambiente para não se desviar da busca de Deus é, para os Judeus, na sinagoga. A direção segura do Yom Kippur é para lá. Família por família em plena comunhão para celebrar o perdão. O perdão que já vem se refletido a pelo menos 40 dias antes da grande celebração.

A passagem bíblica remonta o necessário e árduo trabalho de Moisés para que o povo de Deus pudesse celebrar uma aliança com Deus.

Árduo porque Moisés teve que quebrar as tabuas que recém chegadas já estavam corrompidas por nosso desrespeito as leis divinas. Porém, Moisés retorna ao monte Sinai e recebe de Deus novas tabuas da lei. E Deus perdoou nossos pecados porque havia concebido novas regras a Moisés e isso poderia ser comemorado.

A prática é inserida nos cultos de muitas denominações evangélicas presentes no Brasil. As igrejas batistas, por exemplo, tem acentuado respeito pelos judeus, cientes de que os grandes profetas levantados por Deus foram Judeus, a exemplo, deste dia importante, relembram o Profeta Jonas. Além disso, a doutrina paradigma ao comportamento cristão tem por base a história dos judeus.

O que o Yom Kippur nos ensina?

Os registros e vídeos na internet dos rabinos dão dicas preciosas para quem busca aprendizado.

Os melhores vídeos do dia

Todos indicam o jejum e a oração constante como prática neste dia.

O jejum é um momento único, no Yom Kippur pretende eliminar consumo de alimento e agua, para alguns difícil de superar e por ser difícil, pode nos fazer refletir sobre tantas situações difíceis na vida que temos que superar. É difícil mesmo de levantar-se das orações, vivemos então a fraqueza, e refletimos sobre o quão fracos somos diante de nossos problemas. As orações, constantes e sugeridas por alguns rabinos que sejam solitárias, nos dão um momento para estar com Deus e pedir o nosso perdão e não só, para perdoar, como diz a célebre oração judaíco-cristã:

“Pai nosso que estás no céu, santificado seja o Teu nome, venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como nos céus, e o pão nosso de cada dia dá-nos hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas. Assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação. Mas livra-nos do mal. Amém. Pois teu é o Reino, o poder e a glória. Amém”.

Outra prática indicada no dia do perdão é a caridade.

Ajudar as pessoas que necessitam, compõe um rol ações que nos guiam para o respeito as escrituras de Deus, o paradigma ético dos judeus.

Além deste dia, o perdão, no dia a dia, é um histórico meio de superar conflitos. Sabemos que o Pode judiciário, responsável por dizer o direito está abarrotado de pendências, onde há solução não se aproxima para os contendores, onde falta perdão, diálogo e vontade de superar. O perdão dos que prejudicam e o perdão dos que não nos perdoam, se estamos como causadores do mal.

Fica a dica [VIDEO]. Perdoe e receba, perdão! Shalom!