#violência obstétrica é um termo que assusta, e apesar de muito discutido atualmente, muitas mulheres ainda continuam sendo vítimas [VIDEO]. Isso porque, nem todas estão totalmente familiarizadas com o assunto, sofrem a agressão que pode ser física ou verbal, que pode ocorrem tanto durante o parto ou no período de pré-natal.

Dentre alguns exemplos de uma lista enorme de violência obstétrica estão, xingamentos, recusa de atendimento, realização de procedimentos ou cesárias desnecessárias, proibição de acompanhante na hora do parto, tratamento humilhante. [VIDEO]

Até alguns anos atrás, condutas médicas duvidosas e tratamento ríspido, eram aceitas sem que fossem contestadas.

Entretanto a OMS (Organização Mundial de Saúde), tem se posicionado a respeito do assunto, e publicou um documento sobre prevenção, eliminação de abusos, maus-tratos e desrespeito durante o parto.

O assunto é muito importante tendo em vista que ainda hoje, 25% das mulheres afirmam que sofreram violência obstétrica, segundo pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo.

O momento do nascimento do bebê é o período em que as mulheres se encontram mais vulneráveis, estão fragilizadas, com dor, e a maioria não consegue reagir diante da situação, por isso ter sempre um acompanhante ajuda a inibir tal comportamento.

Saiba como identificar a violência obstétrica

Para tentar se prevenir da violência obstétrica a mulher deve estar atenta a algumas atitudes dos profissionais que atendem nas Maternidades, tais como a privação de acompanhante, direito que está previsto na Lei nº 11.108/2005.

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Também são considerados violência, frases do tipo: "Na hora de fazer, você fez né?", ou "Se gritar é pior.", bem como tratamento ríspido por parte dos médicos e enfermeiros.

Outra situação comum é a realização de procedimentos desnecessários, como por exemplo a realização do exame de toque muitas vezes, ou não deixar que a mulher escolha qual tipo de parto pretende ter. Existem relatos de mulheres que afirmam que o médico subiu em cima da barriga para ajudar a empurrar o bebê no parto normal, ou teve o filho sem a presença do médico na sala de parto, bem como sofreu corte e pontos desnecessários e sem anestesia.

Sofreu violência obstétrica e agora?

Algumas mulheres que sofrem a violência obstétrica necessitam de apoio psicológico, pois se o trauma causado persistir a mulher tiver dificuldades para ir ao médico ou resistência aos serviços hospitalares será preciso de auxílio.

A violência obstétrica pode ser denunciada na #delegacia da mulher, porém ainda é uma prática pouco realizada, seja por falta de informação, ou por receio, ou ainda porque a mulher está no período de cuidado com recém-nascido e deixa o assunto em segundo plano.

Além disso, no Brasil ainda não existe leis específicas que punem a violência obstétrica.

Para tentar evitar a violência a mulher deve se informar, e ter uma boa comunicação com o seu obstetra, traçando um plano de parto, pois com este documento será possível identificar com facilidade qualquer tipo de constrangimento, bem como qualquer atitude que aconteça à revelia de seu interesse.

Importante também que, durante as consultas de pré-natal a mulher pergunte ao seu médico sobre os tipos de parto, posições para parto, sobre episiotomia, anestesia, a #Maternidade que pretende ter o bebê, dentre outras questões que tenha dúvidas.