A capa da edição desta semana da revista 'Veja' alimentou ainda mais a polêmica em relação à suspensão da controversa exposição QueerMuseu - Cartografias da diferença na América Latina, anunciado pelo Santander no último domingo (10), em reação à repercussão negativa da divulgação de imagens da mostra nas redes sociais.

Os protestos contra a mostra, que estava em exposição desde o dia 15 de agosto no espaço Santander Cultural, no centro de Porto Alegre, ganharam maiores proporções quando as imagens das peças expostas no evento começaram a ser divulgadas nas redes sociais por páginas e personalidades conservadoras.

Os críticos detectaram, nas imagens veiculadas, o que seriam manifestações de apologia à pedofilia e zoofilia, além do desrespeito a símbolos religiosos.

Após suspender o evento, que a princípio permaneceria em cartaz até o dia 8 de outubro, o Santander divulgou uma nota à imprensa explicando as razões que motivaram a decisão. Desde então, o tema tem suscitado calorosos embates entre críticos e defensores da exposição. A justificativa foi rechaçada por ambas as partes, por supostamente entrar em conflito com as motivações que levaram a instituição a patrocinar a mostra.

Nos últimos dias, seguindo a mesma linha adotada por outros veículos de imprensa com maior alcance, a Veja vem publicando sistematicamente matérias em apoio ao evento, culminando com a manchete na capa da edição impressa, que marca mais enfaticamente o posicionamento da publicação sobre o assunto.

Na última sexta-feira (15), ocorreu uma manifestação em frente a uma das agências do Santander no Rio de Janeiro. O evento foi um ato de repúdio à suspensão da mostra e contou com a participação de Gaudêncio Fidélis, curador da QueerMuseu, fotografado ao lado de um estudante que se vestiu de Jesus Cristo para protestar. Em entrevista ao jornal O Globo, Gaudêncio disse não descartar uma ação judicial contra o Santander Cultural.

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Opinião

Capa da 'Veja' provoca reações nas redes sociais

Não demorou muito para que o posicionamento da 'Veja' sobre o episódio de Porto Alegre provocasse reações nas redes sociais. Várias páginas de linha mais conservadora, como a do Movimento Brasil Livre - MBL, que conta com mais de dois milhões de seguidores no Facebook, criticaram fortemente a forma como a revista tratou as pessoas que participaram do boicote à exposição apoiada pelo Santander Cultural.

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