O Brasil de #Lula andou torcendo pelo lado Palestino e inclusive expedindo esforços para que o Estado Palestino tivesse reconhecida sua existência perante a ONU. A herança de Lula deixa marcas diplomáticas para o Brasil, marcas que serão difíceis de recuperar perante #Israel. Uma das contemporâneas manifestações da #Diplomacia israelense em relação ao Brasil considerava o Brasil, salienta-se, “um anão diplomático”.

À época de Lula, o Brasil deveria se abster de modo discreto sobre a questão da Palestina. Oras, isso é um problema de séculos anteriores à existência do Brasil pré-colonial. O “rolo” entre judeus e árabes na disputa do crescente fértil é mais velho que o surgimento do cristianismo.

São tantas justificativas, de um lado e de outro, que o conflito pode ficar maior ainda na cabeça de quem lê e compreende o esforço enorme que ambos têm feito para ter um lar. Só isso, todos querem ter um lar, um lar para seu povo, para criar seu país, suas regras e viver suas crenças. Hoje, eles vivem lá, misturados, entre judeus, muçulmanos, cristãos, ateus e outras denominações. A dinâmica populacional e territorial deveria ser, ao que tudo indica, um problema deles.

Portanto, quem é o Brasil, para dar “pitaco” naquele conflito que pode ser, em tese, o mais antigo conflito diplomático do mundo contemporâneo. Porém, o Lula e a diplomacia brasileira de então, com aquele afã de reconhecer a luta do “hamas”, grupo de tendências comunistas palestino e que beira a linha entre ideologia e o radicalismo terrorista, preferiu tomar as dores do povo Palestino.

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Enfim, o povo Palestino sempre esteve bem apoiado pelos seus co-irmãos estados religiosos árabes que em nenhum momento deixou de apoiar os palestinos que lutavam.

Independentemente da participação do Brasil, a Palestina ocupou seu espaço na ONU e agora na Interpol, porém, Israel continua mantendo sua mesma postura diplomática em relação ao Brasil, tratando esse gigante populacional e econômico como um anão diplomático.

O Netanyahu deu meia volta, foi direto para Argentina falar com Macri, depois vai na Colômbia e depois no México e sabe lá, pode, se querer, passar nos EUA, uma vez que lá tem muito povo judeu trabalhando, olha só o menino, "multicriativo" e multimilionário dono do Facebook, entre outros, entre muitos outros.

Então, o que o Brasil queria quando investiu na contramão de sua história diplomática? Sim, contramão, salvo um e outro Professor ou profissional Palestino no Brasil, muito bem respeitado, o Brasil, nunca assinou um ponto ou apôs uma vírgula com Palestinos e, se assinou, não vale, é nulo, eles não existem!

A postura correta de um corpo diplomático em relação a um conflito separatista é deixar que as coisas se amadureçam para tomar uma posição.

O Brasil não tinha “cacife” para ser o advogado da causa palestina e jamais para ser juiz excepto contra os judeus.

O Brasil atravessou uma petição no meio de gigantes, entre EUA, Rússia, Inglaterra, ali, é coisa para juiz que entra para história, prêmio Nobel da Paz talvez, mas não para um Estado que recém saiu das fraldas advocatícias como é o Brasil em termos de diplomacia.

Quem sabe o Brasil queria respeitar um ditado popular que só existe aqui, sabe, ser “Maria vai com as outras”. É possível, porque o Brasil pode, em tese, ter pensado, “eu sento ali, fico quieto, pergunto ou outra coisinha e estou de bem com todo o mundo árabe”. Bom, o Brasil poderia, pensando assim, nessa eloquência “ética”, lutar do lado dos sírios, já que estaríamos coirmanados com nossa cultura de ser “Maria vai com as outras”.

Diante desse contexto, Netanyahu, que não é inexperiente, respeitou o seu corpo diplomático e deu meia volta. Claro que o fundamento, segundo consta, é outro na publicidade que se dá, pois segundo o embaixador no Brasil é a incerteza do governo brasileiro, contudo, é um destino cruel para o Brasil, ter que mastigar uma virada de costas em um momento que o Brasil busca amplitude internacional.

O que fazer agora? Uma postura ética cumpre o que é estritamente legal e discreto para o Brasil. Mantém a palavra, como é o caso do Acordo de Paris e vai em frente nas missões militares que a ONU mandar como foi a bem sucedida Minustah no Haiti e nunca, nunca, fundamentar a liderança diplomática de um país em preceitos populares, não dá certo.