O que leva um garoto de 14 anos a abrir fogo contra os colegas de sala de aula, dentro de um colégio particular onde estudam jovens de classe média? Esta é a pergunta que não quer se calar.

A tragédia que aconteceu dentro do colégio Goyases em Goiânia, na sexta-feira (20) [VIDEO], vai ser uma lembrança macabra na vida de todos aqueles que presenciaram a atitude insana de um garoto que segundo a polícia planejou o crime.

De acordo com o portal de notícias online 'G1', a juíza Mônica Cézar Moreno Senhorell, acatou o pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-G), que solicitou a internação imediata do garoto de 14 anos, autor dos disparos dentro do colégio Goyases, que deixou 2 mortos e feriu outros quatro adolescentes [VIDEO].

A princípio o jovem deve permanecer internado por 45 dias.

Bullying?

Durante as investigações da provável motivação para o cometimento do crime, alguns colegas de classe do garoto relataram que ele vinha sofrendo bullying, disseram que algumas pessoas faziam piadinhas a respeito do jovem e que o chamavam de "fedorento", pois ao que parece ele não usava desodorante.

De acordo com a Polícia Civil, o atirador já planejava o ataque há pelo menos dois meses, ele usou a arma da mãe que é policial militar, segundo o adolescente ele fez pesquisas na internet para saber como carregava a .40, arma de uso exclusivo da polícia.

Ainda segundo as investigações, João Pedro de 13 anos, uma das vítimas fatais, era o colega que mais o incomodava, porém, a família do jovem morto discorda desta afirmação. O publicitário Leonardo Calembo, pai de João Pedro, afirmou que seu filho não tinha inimizades e desafetos, para ele a atitude do atirador não tem nada a ver com bullying, já que o jovem apresentava comportamento agressivo e ameaçava de morte quem o contrariasse.

Portanto, segundo Leonardo, a informação de que seu filho provocava o jovem assassino e que por isso foi covardemente assassinado é falsa.

Instinto assassino?

Colegas do autor dos disparos também disseram que ele era estranho e tinha um comportamento arredio. Em uma prova de ética o garoto ele desenhou um símbolo nazista, em uma roda de literatura ele teria levado um livro que falava de rituais satânicos. O rapaz era "estranho e frio", contou outra estudante.

Um dos colegas do atirador afirmou que quando ele era contrariado por qualquer motivo, o adolescente fazia ameaças. "Se você fizesse uma brincadeira, ele falava que ia te levar para o inferno, que ia matar sua família e te matar."

Ainda de acordo com as informações cedidas pela polícia o jovem não demonstra arrependimento. Culpar as vítimas pelo ato do atirador é justo?

A premeditação do crime e as pesquisas sobre o massacre na escola de Realengo no Rio de Janeiro e de Columbine nos Estados Unidos, que segundo o rapaz serviram como inspiração, mostra a frieza do atirador em planejar detalhadamente o crime bábaro.

Em Columbine o atirador matou 12 estudantes e um professor no ano de 2009, na escola em Realengo 12 pessoas foram mortas em 2011.

Pais do atirador serão ouvidos

Tenente-coronel Marcelo Granja, assessor de imprensa da Polícia Militar, disse a reportagem do 'G1', que os pais do atirador estão "sem chão". Eles devem ser ouvidos dentro de alguns dias pela Corregedoria da PM. O pai do estudante autor dos disparos é major da Polícia Militar de Goiânia.

Na sua opinião o que motivou o jovem a cometer este crime bárbaro foi o suposto bullying sofrido por ele, ou o adolescentes apresentava traços de uma pessoa com instinto assassino? Deixe sua opinião nos comentários, ela engrandece o nosso trabalho.