Segundo manda a ética, não se pode fazer aquilo que não se quer que faça contigo, assim, se não se quer ser rejeitado, em nenhum momento, se tem que rejeitar. Inclusão, são resoluções que são tomadas para incluir um emaranhado de atos, para incluir uma parcela da população que é excluída da sociedade.

Segundo o jornalista da Folha, Jairo Marques, que também é cadeirante, há uma extrema dificuldade de atingir o público adolescente que é o futuro e pode construir um país que todos convivem pacificamente. Mas, continua, existe um desafio que tem a ver com a linguagem, com o que você passa e como você dará essa informação.

Segundo o jornalista, em uma simples rebolada, a cantora Pop Anitta acertou no máximo a linguagem ideal para passar ao jovem/adolescente o que realmente é inclusão.

Isso porque a cantora colocou no mesmo palco que ela o rapaz com Síndrome de Down, Felipe Rodrigues, que irá reforçar a grande equipe de dançarinos que ela já tem.

Ainda tem mais. Segundo Jairo, há uma informação circulando que a cantora planeja fazer uma equipe de dançarinos com deficiência [VIDEO]em seus shows. Isso seria algo inédito dentro de qualquer celebridade musical em todo o país.

O jornalista ainda pergunta se a cantora teve um ato de oportunismo para melhorar ainda mais a sua própria imagem? Aí o próprio Marques diz não saber a resposta, mas que é nítido que a funkeira está incentivando ainda mais a autoestima e o ânimo, dando ainda mais motivação às pessoas com alguma deficiência. Essas pessoas, talvez, possam se enxergar como seres humanos que a sociedade nega a inclusão e em dar oportunidades para as diversidades.

Nenhuma celebridade teve a mesma ideia, não tomou essa atitude corajosa de abrir um espaço do seu próprio “mundo”, do seu show, para revelar que todos dançam, que todos requebram, sempre com seu próprio jeito. Sua carismática atitude perante o público, junto com seu carisma em incluir, vai ser um impacto e vai atingir todas as camadas sociais.

Continua Jairo, que ainda não se teve um discurso nenhum pelas várias diversidades, tanto físicas, sensoriais e intelectuais, no mesmo modo, que teve quando deu liberdade de gênero. Mas muito provavelmente, segundo Marques, será o que ele chama de “cereja” do bolo a ser assado, no que as atitudes mostram.

Enfatiza Jairo Marques que sempre cobrou e defendeu que personalidades do Brasil poderiam ser uma espécie de luz para o que ele chama de povo “malacabado”, porque eles (as celebridades) aparecem milhares de vezes na mídia e de maneira muito pontual.