Em maio passado, o jornalista Marcelo Rezende revelou ao programa “Domingo Espetacular”, da RecordTV, que estava lutando contra um câncer no pâncreas. Também foi informado no mesmo programa que seu oncologista lhe deu apenas 1% de chance de cura, caso seguisse os tratamentos convencionais, pois seu caso era realmente gravíssimo.

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O apresentador Marcelo Rezende chegou a fazer algumas sessões de quimioterapia como noticiado em vários jornais, mas decidiu abandonar os tratamentos convencionais para tentar seguir tratamentos alternativos, como dieta cetogênica e tratamento espiritual.

Acabou sendo pouco noticiado que todo e qualquer quimioterápico tem ação citotóxica, ou seja, células capazes de matarem outras células. Tais medicamentos não conseguem diferenciar células saudáveis de células cancerígenas.

Apresentador Marcelo Rezende morre aos 65 anos vítima de câncer
Apresentador Marcelo Rezende morre aos 65 anos vítima de câncer

A cisplatina é um destes quimioterápicos utilizados na tentativa de conter um câncer de pâncreas. Um medicamento altamente tóxico ao organismo humano e com vários efeitos prejudiciais a saúde. Este é o motivo que todo e qualquer paciente que venha fazer o uso, é obrigado assinar um termo isentando toda a equipe médica da responsabilidade, caso o paciente não venha obter o resultado esperado ou vir a óbito.

Segundo dados do livro Tratado de Endoscopia Digestiva Diagnóstica e Terapêutica, o câncer de pâncreas corresponde apenas 2% dos casos de neoplasias (câncer), mas é responsável por 4% do total de mortes por esta doença.

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Os quimioterápicos, por não conseguirem distinguir as células que estão combatendo, acabam atacando células do sistema imunológico. Este é o motivo que todos os pacientes com câncer precisam tomar muito cuidado com alimentação e infecções, pois, uma simples infecção pode se tornar mortal em alguns casos.

No caso do apresentador Marcelo Rezende, ele acabou contraindo uma pneumonia grave por conta de sua imunidade baixa, o debilitando e agravando muito seu quadro clínico, ou seja, seu estado de saúde não foi exclusivamente abalado pelo câncer, mas também por uma infecção nos pulmões.

É normal quando nos deparamos com a morte de um ente querido tentarmos achar um culpado, algo que levou aquela situação, e isso acaba nos cegando para fatos que podem realmente serem relevantes, como é o caso do Marcelo Rezende, onde a grande mídia tenta culpar seu direito de escolha por abandonar os tratamentos convencionais (lucrativos), não enfatizando os cuidados com alimentação e infecção que um paciente oncológico precisa ter.

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