Em maio passado, o jornalista Marcelo Rezende revelou ao programa “Domingo Espetacular”, da RecordTV, que estava lutando contra um câncer no pâncreas. Também foi informado no mesmo programa que seu oncologista lhe deu apenas 1% de chance de cura, caso seguisse os tratamentos convencionais, pois seu caso era realmente gravíssimo.

O apresentador Marcelo Rezende chegou a fazer algumas sessões de quimioterapia como noticiado em vários jornais, mas decidiu abandonar os tratamentos convencionais para tentar seguir tratamentos alternativos, como dieta cetogênica e tratamento espiritual.

Acabou sendo pouco noticiado que todo e qualquer quimioterápico tem ação citotóxica, ou seja, células capazes de matarem outras células.

Tais medicamentos não conseguem diferenciar células saudáveis de células cancerígenas.

A cisplatina é um destes quimioterápicos utilizados na tentativa de conter um câncer de pâncreas. Um medicamento altamente tóxico ao organismo humano e com vários efeitos prejudiciais a saúde. Este é o motivo que todo e qualquer paciente que venha fazer o uso, é obrigado assinar um termo isentando toda a equipe médica da responsabilidade, caso o paciente não venha obter o resultado esperado ou vir a óbito.

Segundo dados do livro Tratado de Endoscopia Digestiva Diagnóstica e Terapêutica, o câncer de pâncreas corresponde apenas 2% dos casos de neoplasias (câncer), mas é responsável por 4% do total de mortes por esta doença.

Os quimioterápicos, por não conseguirem distinguir as células que estão combatendo, acabam atacando células do sistema imunológico.

Este é o motivo que todos os pacientes com câncer precisam tomar muito cuidado com alimentação e infecções, pois, uma simples infecção pode se tornar mortal em alguns casos.

No caso do apresentador Marcelo Rezende [VIDEO], ele acabou contraindo uma pneumonia grave por conta de sua imunidade baixa, o debilitando e agravando muito seu quadro clínico, ou seja, seu estado de saúde não foi exclusivamente abalado pelo câncer, mas também por uma infecção nos pulmões.

É normal quando nos deparamos com a morte de um ente querido tentarmos achar um culpado, algo que levou aquela situação, e isso acaba nos cegando para fatos que podem realmente serem relevantes, como é o caso do Marcelo Rezende, onde a grande mídia tenta culpar seu direito de escolha por abandonar os tratamentos convencionais (lucrativos), não enfatizando os cuidados com alimentação e infecção que um paciente oncológico precisa ter.