A Catalunha e a Espanha são coautores do maior racha estatal da atualidade. Sem sobra de dúvidas, o conflito separa e não separa da Catalunha em relação à Espanha já superou os movimentos separatistas de Quebec em relação ao Canadá e da Escócia em relação ao Reino Unido. Já superou a questão dos curdos e de outros povos que pelo mundo começam a ensaiar o pleito a autodeterminação.

Sim, estamos diante de uma grande feito humano, criar um Estado. Parece que as notícias complexas sobre os posicionamentos, argumentos e comportamentos não se tornam esclarecidas ante a postura quase cômica dos "líderes" de ambos os lados neste conflito.

Seria cômico dizer que um "líder", compelido a dizer se separou ou não o seu Estado, ficasse silente diante do seu suposto "algoz" (sobre seu ponto de vista). Há na verdade, um mau exemplo, que jamais deve ser seguido. A falta de liderança.

Em regimes em que uma suposta democracia se esconde por entre cortinas e paredes de soluções por interesses que não o bem comum, nascem decisões desastradas, sem rumo, um "não saber o que fazer". Por quê? Alguém tem que guiar! Alguém tem que dar um rumo! É histórico o conceito de liderança. É histórico e tão histórico para Catalãos que ali estão, bem no berço da liderança antiga, legado grego, onde sobressaem as mais famosas epopeias e aventuras de figuras conhecidas desde Heródoto. Não precisamos mencionar que na atualidade deva surgir um Aquiles ou um Heitor, mas, seria bom, se pelo menos os princípios mais valorativos fossem implementados naqueles conflito.

Quando uma decisão política faraônica como esta passa por "pitacos" coletivos sob um feitio supostamente democrático, nasce o descrédito, a anarquia e a desordem. É um "pitaco" coletivo porque cabeças guiadas por instituições jurídicas denominadas partidos políticos apenas dizem ao cidadão o que devem fazer. O cidadão que está ali no meio do fogo cruzado, muito próximo do ódio. É o que vivem Catalãos e Espanhóis. Eles gritam, alguém tome uma decisão? E nada ocorre de prático. Por quê? Flata de liderança.

Partidos não representam o interesse do bem comum. Partidos representam a sua cartilha ideológica, por meio de partidos não se pode formar lideranças para fazer isso, criar um Estado. Um líder que cria um Estado deve ter visão do complexo sistema de governo que terá que formar, governo este aceito por um povo em todo o território. Eis os elementos do Estado, um governo, um povo e um território.

Partidos discutem entre si posturas e interesses que, muitas vezes, não são tão nobres quanto o ato de criar e liderar um Estado.

Muitas vezes estes interesses são mais importantes do que garantir o direito a autodeterminação dos povos como direito internacional chancelado pelas Nações Unidas. Então os partidos querem fazer o "joguinho" para não perder popularidade.

De um lado está a Espanha, forte país europeu do Euro, grande influente mundial diplomático devido a sua história de expansão imperialista, cujas conquistas foram realizadas pelas grandes navegações, notadamente na América do Sul. A Espanha está representada atualmente pelo Presidente Rajoy, de outro lado a Catalunha Carles Puigdemont que corre o risco de ser submetido a julgamento da sessão de Câmara Alta cujo Poder está envias de se legitimar mediante aplicação do Art. 155 da Constituição Espanhola.

Cataluña (Espanhol) ou Catalunya (Catalão) qual denominação prevalescerá? É a grande incógnita estatal da atualidade.