A crise na Venezuela vem deixando todos aqueles que pensam em algo além do próprio umbigo de cabelo em pé. Excetuando, é claro, os que se julgam acima do bem comum graças às ideologias, como a de esquerda, por exemplo.

Explica-se: há nas manifestações políticas diversos tipos de indivíduos, haja vista o ser humano ter por característica diferentes padrões de comportamento. Deste modo, os grupos se formam devido às semelhanças de seus integrantes, como ideologias, religião, classe social, entre outras.

Uma característica interessante em se tratando de grupos é uma predisposição de seus integrantes em olhar com carinho aqueles que lhes são correligionários, ainda que isso possa ser desonesto e até soar como incoerente.

Partidos de esquerda tupiniquins têm por característica o uso de frases vazias em sua defesas perante o debate público, gostam de chamar qualquer "opositor" de fascista, nazista e retrógrado.

O interessante mesmo é o apoio descarado às ditaduras vermelhas que estes partidos, que afirmam apoiar o regime democrático, exercem. O exemplo mais aviltante que se tem é o regime claramente fascista do presidente Nicolás Maduro na Venezuela .

Como já dito, as esquerdas no Brasil se utilizam da bandeira democrática, ainda que não a prezem. Por isso, chamam seus contrários de fascistas. Pasmem, não é nada surreal no Brasil ser chamado de fascista por aqueles que defendem Maduro.

Se você frequenta ou um dia frequentou algum círculo de militância vermelha, provavelmente ouviu ou ouvirá que a crise no país vizinho na verdade é culpa dos americanos e de seu imperialismo desenfreado, ou ainda irá ver que eles preferem acreditar em uma praga bíblica do que acreditar que um dos seus pode simplesmente ser responsabilizado por todo o inferno astral que agora vive nossos irmãos venezuelanos.

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A esquerda não se preocupa em aliar-se àqueles que estão agindo de maneira mais acertada e, sim, aos que hasteiam a bandeira vermelha.

Este é o tipo de comportamento que revela o quanto os velhos arquétipos da política precisam - e com certa urgência - serem substituídos. Como as velhas estátuas de Lênin, estes ídolos também precisam cair. Não se defende o indefensável, e a vida não pode ser resumida ao jogo de gato e rato entre direita e esquerda.

Por falar em lados opostos, pensam como se a sociedade fosse milimetricamente dividida, entendendo indivíduos como números, renegando a eles o direito de serem únicos, isto é, diferentes entre si, furtando deles sua característica dissociável ao gênero humano que é sua subjetividade.

Quando Maduro, no cume de sua loucura fascista, resolve convocar uma Constituinte, que diluiu o poder do Congresso do Povo, ele deu o golpe que faltava no frágil país e como não era tão difícil de imaginar, nada se ouviu das esquerdas no Brasil. Errado: na verdade, elas dizem que a Constituinte teve apoio massivo da população, mas o que é curioso é que muitos venezuelanos dizem não terem votado.

Agora houve no último domingo (16) o pleito para governadores, onde o Chavismo saiu vitorioso ou pelo menos é isso que afirmam. A oposição diz não aceitar o resultado, o que só acirra ainda mais a crise. Maduro diz também que os governos devem obediência à Constituinte. Afinal de contas, aquilo lá é um ditadura.