Ernesto #Che Guevara, guerrilheiro nascido na Argentina, que lutou na guerrilha de Cuba ao lado de seu companheiro Fidel Castro, morreu em 1967, após ser capturado em La Higuera, no interior da #Bolívia por tropas do exército. Em homenagem aos 50 anos de sua morte, o presidente boliviano Evo Morales convidou líderes esquerdistas da América do Sul (Lenín Moreno, presidente do Equador, Raul Castro, atual ditador de Cuba e a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner), altos comandos e veteranos do exército boliviano, além de membros da família do guerrilheiro, para uma cerimônia em memória ao guerrilheiro Che Guevara. Os militares bolivianos estão divididos em relação ao comparecimento no evento que homenageia um grande inimigo do país.

Muitos soldados bolivianos foram assassinados na caçada ao guerrilheiro, por isso uma associação de veteranos pediu que fosse inclusa uma homenagem a esses soldados. Evo disse que a cerimônia deveria ser uma espécie de reconciliação entre os lados, deixando a guerra no passado.

Mario Moreira, um dos veteranos deu um depoimento totalmente contrário à comemoração, primeiro porque é um evento político e pois a Bolívia lutou, justamente, contra esse regime totalitário da guerrilha cubana e que somente graças a eles (os militares bolivianos), hoje a Bolívia não vive em um regime de ditadura como Cuba.

Já o governo de Evo Morales, o partido de esquerda MAS (Movimento ao Socialismo), não tenta esconder que o evento é um evento político, inclusive tentam aprovar uma lei que permita o presidente boliviano concorrer novamente, sendo seu quarto mandato, caso seja eleito.

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No domingo, dia 8, o presidente boliviano percorreu os caminhos que o Guerrilheiro andou, no ano de 1967, antes de ser preso.

Não importa o lado, assassinos não devem ser homenageados

Esse tipo de evento é, no mínimo, questionável. Tanto a direita, quanto a esquerda têm seus ídolos, muitos deles usaram de formas controvérias para chegar ao poder, ou para serem conhecidos e, algumas vezes, idolatrados, mas será que defender uma pessoa que matou tanta gente, direta ou indiretamente é justificável, independente da ideologia por trás? Independente de ser Fidel Castro, Hitler, Stalin, Che Guevara ou o Coronel Ustra, homenageado por Bolsonaro na câmara dos deputados, nem uma das votações pelo Impeachment de Dilma.

A história deve servir para aprendermos com os erros do passado, as barbáries que foram cometidas devem ser rechaçadas e não devemos permitir que se repitam, enquanto os líderes vivem vidas luxuosas, como você pode ler nesse artigo, os trabalhadores, cidadãos, não podemos deixar que eles, independente de ideologia #Política, religiosa ou qualquer outra, cometam nenhum tipo de abuso contra o povo, que é o que sempre sofre nas guerras.