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O que está por trás do crescimento do deputado federal Jair Messias bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato a presidente da República em 2018? Não é de hoje que o Jair Messias Bolsonaro vem ganhando força no cenário político nacional. Desde o escândalo do Mensalão, ele vem se destacando pelo simples fato de não ter seu nome ligado a escândalos de corrupção, tese essa que ganhou ainda mais força com o desenrolar da Operação Lava Jato.

Crítico ferrenho dos governos do PT, ele participou diretamente do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Com seu discurso forte de conservadorismo, Bolsonaro foi peça importante no afastamento da ex-presidente, na época articulado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que hoje encontra-se preso por corrupção por causa da Operação Lava Jato.

Outro fator que pesa a favor de Bolsonaro são os altos níveis de violência que o país enfrenta, já que ele defende veementemente o fim do Estatuto do Desarmamento. O parlamentar defende que todo cidadão de bem deve possuir o porte legal de armas de fogo. Alinhado com o pensamento de uma grande parcela da população brasileira, ele arrasta seguidores pelos quatro cantos do país. Com discursos fortes e conceitos radicais, o deputado arranca as mais diversas reações de interpretação por onde passa. Uma frase muito utilizada por ele é "bandido bom é bandido morto" [VIDEO]. Frases como essa provocam as mais diferentes reações.

Considerado por muitos como ativista de extrema direita, ele defende que nunca houve ditadura no Brasil e que intervenções militares são necessárias para restaurar a lei e a ordem no país.

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Bolsonaro também defende projetos como a escola sem partido e redução da maioridade penal.

Ele também foi responsável pela criação do projeto de lei que tornou o voto impresso obrigatório a partir de 2018. Fatores como estes consolidam ainda mais suas pretensões políticas, já que ele aparece isoladamente em segundo lugar nas pesquisas presidenciais.

O outro lado da moeda, o inverso de Bolsonaro

Tachado das mais diferentes formas por grupos opositores, como movimentos LGBTs, defensores dos direitos humanos, grupos de esquerda e extrema esquerda, movimentos feministas etc., é chamado de "machista", "homofóbico", "racista", "farsista", "golpista" entre outros adjetivos.

Bolsonaro é criticado com frequência nas tribunas da Câmara e do Senado por deputados e senadores que divergem dos seus pensamentos, como os deputados Jean Wyllys e Maria do Rosário. A principal polêmica entre Jean Wyllys e Bolsonaro aconteceu durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma, quando Bolsonaro fez homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Ao sair da tribuna, levou uma cusparada de Jean. Já com Maria do Rosário, foi em uma discussão onde eles discutiam a redução da maioridade penal. Bolsonaro declarou que ela não merecia ser estuprada. Este fato ganhou grande repercussão, com Bolsonaro sendo condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por apologia ao estupro [VIDEO]. Ele anunciou que recorrerá da decisão.