Esse é um tema bastante delicado, mas vamos assumir aqui o papel de protagonistas e nos colocar na pele das pessoas que são capazes de viver acertos e erros na mesma proporção.

Sabe aquela sensação de “agora vai” e “essa pessoa é tudo o que eu busquei para mim”? Não parece que quanto mais passa o tempo, mais isso tende a se repetir e no final das contas você acaba vendo que sua “intuição” ou seja lá o que você acha que é, não é tão certa quanto você imaginava? Você pode se perguntar se isso é querer muito ou se é apenas um sentimento, mas seja o que for, te passa essa impressão falsa de que finalmente as coisas vão se acertar.

Algumas pessoas que passam por isso acabam se deixando levar e pelo menos buscar para ver no que dá, mas outras, podemos dizer que a maioria, simplesmente decidem parar de tentar.

Talvez sejamos escravos dos nossos próprios desejos, porque, afinal, a gente nunca entendeu direito o porquê de precisar de um outro sujeito para dar um jeito nas nossas vidas. Por que nós nos chocamos tanto quando não era aquilo que buscávamos? Que essa vez não foi a vez que finalmente tivemos uma chance para ter uma história feliz? Você pode responder por impulso que é a tal da expectativa que depositamos, mas por acaso você já parou para pensar nela sem apenas encaixá-la numa resposta vaga e quase vazia?

Somos estimulados sim desde cedo a ter alguém para nos completar e não que devemos primeiro completar a nós mesmos para que alguém quando chegar o amor faça mais sentido do que se ele tivesse chegado em um momento de dependência (Osho falou algo do tipo). Porém, quando finalmente entendemos isso, quando é o momento certo para aplicar isso e viver isso na plenitude dos nossos seres? Todos os dias temos de encarar estímulos de um amor vendido e acreditar que aquilo sim é verdadeiro, só que acontece que quando encontramos mesmo a verdade ela nos parece fria, difícil e não própria da real definição que de fato é.

O amor [VIDEO] é plenitude sim, mas isso só nos é alcançado quando não temos mais a preocupação de que alguém além de nós tenha a obrigação de pertencer a esse contexto.

O amor acontece sim, mas acontece também que esperamos demais dele. Estamos mais esperando do que fazendo e por isso que acabamos achando que quando uma nova pessoa aparece e por alguma razão ela vá desaparecer depois, a responsabilidade nunca é nossa, mas do outro que tem o dever de nos completar.

Vai ser sim, mas quando tiver que ser. Vai ser quando você estiver pronto para entender mais a si mesmo do que o outro, pois pouco você pode fazer por ele, mas tudo você pode fazer por si mesmo.