"Novas regras para servidores públicos", é a nova bandeira de nossos governantes, que defendem desesperadamente vender e promover que vale o sacrifício, mas não deles.

O Brasil é um país de privilégios, onde diversos representantes eleitos pelo voto já tem passe livre para saquearem o Brasil e com a delação premiada apagarem seus delitos. Como não bastasse, ainda tem direito ao foro privilegiado, e às inúmeras imunidades parlamentares, que muito enfraquecem as investigações.

Por último, neste caso, quando considerados criminosos, são presos e levados a uma cela que parece um quarto de hotel, cheio de regalias.

Então, pensemos como nossos eleitos são tão bem tratados.

E nós o que recebemos? Eles têm muitos benefícios; para eles se trata de benefícios e não de privilégios. Pagamos praticamente tudo, desde o apartamento de luxo, o motorista particular, a conta de restaurante, inclusive de seus convidados, o time de funcionários com salários altíssimos, que trabalham exclusivamente para atender seus anseios e interesses, entre outros serviços e produtos.

Em meio a tantos, nunca estão satisfeitos, sempre buscam aprovarem mais e mais benefícios, ou melhor, privilégios.

Já parou para refletir que os privilégios abrem portas para a corrupção [VIDEO]. Os privilégios que concedemos de outrora, sustentam a pouca vergonha que assistimos hoje, e sempre em benefício de alguns, em detrimento de muitos. Pagamos pelos escândalos de lavagem de dinheiro, pelos esquemas milionários, pela privatização de espaços públicos.

Temos que dar um basta nisso, principalmente no famoso “jeitinho brasileiro [VIDEO]”. No início dessa semana, o Executivo enviou ao Legislativo o Projeto de Lei 317/2017, que prevê a retirada de certos benefícios dos servidores públicos, tais como férias-prêmio, licença remunerada, quinquênios, alegando que esses benefícios são privilégios que oneram os cofres públicos e que acabam sendo pagos pelo restante dos contribuintes, isso é, por nós cidadãos.

Nesse momento, precisamos de muita tranquilidade para analisar essa medida, que na minha percepção é como se fosse um “jeitinho” de dar aquela “maquiada” na situação.

A minha pergunta é se os eleitos estão dispostos a prescindir seus privilégios, lembra? Esses sim oneram os cofres públicos e geram uma defasagem nas contas de milhões de brasileiros que não têm direito um sistema de saúde, de educação, de moradia, de assistência social digna e decente.

Do jeito que estamos indo, nossos direitos estão se tornando privilégios e um dia podemos perder todos eles. É só nos lembrarmos do famoso discurso do presidente #Michel Temer: todos devem fazer alguns sacrifícios, como por exemplo, aposentar mais tarde. Não devemos ceder às pressões [VIDEO] e às ameaças. #Corrupção #Política