O jornalista e apresentador da RecordTV Paulo Henrique Amorim é ativo em todas as redes sociais do Brasil com suas páginas repletas de conversa fiada, às quais deu o nome de “Conversa Afinada”. Paulo Henrique usa sua influência na mídia para atacar a Rede Globo, a Operação Lava Jato, o Juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal, a mídia em geral e demais segmentos da sociedade que não lhe forem simpáticos.

Durante os governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, muitos artistas, apresentadores e proprietários de sites –inclusive o apresentador -, receberam cachês altíssimos para usarem suas redes sociais e a mídia em favor do governo e levar à sociedade a visão de um Brasil promissor e em alta, como se o país fosse uma grande empresa privada, custeando o trabalho de marketing de artistas e apresentadores de rádio e da TV.

A teta que secou

Durante o governo petista, o nome do apresentador da Record fazia parte da extensa lista dos que receberam quantias vultosas para patrocinar o governo. Nessa época, o colunista do jornal Folha de S. Paulo Luís Nassif, recebeu R$ 5,7 milhões e Paulo Henrique Amorim recebeu R$ 2,6 milhões dos governos petistas. Os dois jornalistas faturaram juntos R$ 8,3 milhões em publicidade estatal.

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Sergio Moro

Ao assumir o governo, o presidente Michel Temer suspendeu a verba publicitária de R$ 8 milhões que a gestão Dilma usava para pagar blogueiros, jornalistas e sites que defendiam o seu governo. Entre eles, o de Paulo Henrique Amorim.

Conversa fiada

Descrito como arrogante e pretensioso, Paulo Henrique Amorim dispara conversa fiada para todos os lados. Em artigos publicados por ele, argumenta que o Conselho Nacional de Justiça tem a obrigação moral, política e institucional de destituir Sérgio Moro do cargo de juiz.

O jornalista classifica o magistrado como pretenso juiz e o define como “um imperador parcial e golpista”. Apresenta-se como eterno defensor de Lula e de seus advogados. Seu discurso é imutável na insistência de que Lula é inocente, e que a Lava Jato tem como único objetivo a sua destruição.

Paulo Henrique ataca veementemente a mídia, que também define como golpista, e mais recentemente adotou postura mais cínica, rotulando a mídia de “Partido da Imprensa Golpista” (PIG).

O apresentador ironiza a Operação Lava Jato, que tem a participação do juiz Sérgio Moro, comparando-a a uma simples lavadora de carros que faz o trabalho mau feito e “só limpa por fora”.

Constituição e gafe

O apresentador, que no final do governo Dilma sugeriu a demissão em massa da Polícia Federal, tenta com insistência demonstrar que o juiz Sérgio Moro fere constituição federal ao defender que as conversas entre presos perigosos e seus advogados sejam gravadas.

Paulo Henrique Amorim certamente perdeu, se é que já teve a noção do que é real e do que é absurdo. O juiz Sérgio Moro é funcionário público federal, contratado em concurso público para exercer as suas funções. Da mesma forma, os agentes da Polícia Federal também são. Dirigir-se ao juiz com citações cínicas e levianas, tais como imperador, parcial e golpista, sugerindo a sua destituição e de toda a Polícia Federal está previsto em que parte da Constituição?

Mas o que esperar de um apresentador que não sabe diferenciar uma lavadora de carros de uma operação com tamanha repercussão e reconhecimento internacional, como é a operação que tem a participação do juiz federal Sérgio Moro, o “Juiz Moro Imparcial de Curitiba”? O “Conversa Afinada” de Paulo Henrique Amorim deveria, com mérito, chamar se “Conversa Fiada”.

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