Você já deve ter se deparado com várias matérias, hoje, na mídia sobre o assunto #Transgênero e também com o personagem de Glória Peres, em A Força do Querer [VIDEO], a Ivana, um homem trans que revelou a sua família o seu drama recentemente.

Também deve ter ouvido aquela famosa pergunta preconceituosa implantada por um dos programas de renome humorístico, isso mesmo, o Pânico na Band [VIDEO], da emissora Bandeirantes, a qual é o subtítulo de nossa matéria.

Mas com toda certeza do mundo, você fica perdido com tantos termos dentro do meio trans e tenta entender tudo isso. Hoje, você aprenderá um pouco sobre o assunto e também irá visualizar alguns fatores sociais discutidos tanto na classe política quanto no meio LGBT.

O que é trans?

De acordo com o dicionário, #transexual é o que visa alterar os traços sexuais externos de um indivíduo, tornando-os semelhantes aos do sexo oposto.

Numa linguagem mais clara, trans é a pessoa que nasce com uma característica sexual, mas discorda de seu corpo e assume uma nova aparência sexual.

Porém, de acordo com a professora doutora em sociologia da UFRN, Berenice Bento, a qual é uma mulher cis e atuante no campo de pesquisa de #Transexualidade e gêneros há 16 anos, em sua entrevista a revista Sexy, diz que não é possível definir a identidade de gênero pela ausência ou presença de uma genitália. É preciso respeitar a autodeterminação de cada um, assim como a autodeterminação de se você é branco, pardo, negro, indígena.

Cisgênero – Transgênero

Dentro da matéria trans, temos as divisões transgêneras.

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Mulher e homem cis é a/o trans que olha para sua genitália e concorda com seu corpo.

Mulher e homem trans são os que olham para sua genitália e não concordam com seu corpo.

Mas lembre-se, não é apenas por genitália que deve definir uma pessoa trans.

Sociedade

Hoje o que a classe trans busca é o reconhecimento social sem discriminação. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo e precisa aniquilar essa estatística com reconhecimento e aceitação.

Em entrevista exclusiva a Phelipe Pereira, Haru Filgueiras, de 22 anos, diz que a pior coisa que passo como trans é usar o banheiro. Segundo ele, já passou por tanta situação constrangedora por conta do preconceito social que não consegue lembrar uma específica.

Um projeto de lei, que foi aprovada na câmara pode amenizar esse tipo de situação. A PL 5002/2013, lei da identidade de gênero, reconhece o transexual como um indivíduo normal, o que antes era considerado como uma doença mental pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e delibera o direito como sua aceitação, seja ela usar o banheiro ou sua identificação civil.

De acordo com a Mel Gonçalves, vocalista da Banda Uó e trans, em entrevista a revista Sexy, precisa ser estudado na escola, tem que ter leis de proteção aos transexuais, os próprios trans precisam ter oportunidade de estudar.

E ainda de acordo com a socióloga Berenice, o preconceito com trans e travestis é tanto que quase todas são analfabetas. Segundo ela, elas "não suportam viver na escola, é o lugar do terror".

Mercado de trabalho

Além do grande preconceito social, o mercado de trabalho também é um dos principais problemas.

Por conta da recusa e preconceito nominal, a não aceitação do nome social, e geração de um cenário emocionalmente instável em entrevistas de emprego, muitas trans partem para a prostituição como uma forma de se sustentar e nisso gera outro enorme problema sexual: a marginalização da classe trans.

Pensando nisso, também em entrevista a revista Sexy, Márcia Rocha, mulher trans, foi uma das responsáveis pelo projeto TransEmpregos (transempregos.com.br) e declara ter 460 fichas de pessoas trans precisando de emprego e diz que "já aconteceu de termos 180 fichas e nenhuma vaga porque as empresas têm receio de anunciar parceria com a causa LGTB".

Não é ser "menino ou menina", a causa trans não é uma piada a ser trabalhada dentro do humor. E sim uma causa a ser respeitada e apoiada. Quebre seu paradigma e preconceito com as pessoas transexuais. Ajude a causa, reconheça. De um a um o preconceito é destruído e é exatamente isso que a classe LGBT busca tanto conseguir e o principal ponto é levando a informação.