Em uma sociedade que superestima a estética corporal, ser chamado de #gordo soa como ofensa e preconceito. O termo Gordofobia é usado para definir o preconceito a pessoas consideradas gordas. A gordofobia, assim como o racismo, é um preconceito muito criticado e combatido em nossa sociedade atual. O artigo 140 da Constituição Federal determina que o preconceito seja um crime contra a honra da pessoa.

Preconceito no trabalho

Empresas públicas e privadas dificultam o acesso de profissionais obesos ao mercado de trabalho. Conforme relatos de homens e mulheres que já passaram por essa experiência, é comum empresas privadas excluir dos processos seletivos as pessoas que consideram gordas, e segundo determina o Estatuto do Funcionalismo Público Paulista, o candidato à vaga no setor público, que apresentar Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40, fica proibido de ser contratado, mesmo que seja aprovado nos exames intelectuais.

Professores e diversos outros profissionais que se sentiram prejudicados por essa lei, ficando impedidos de exercer a profissão, recorreram á justiça e tiveram pareceres favoráveis.

Discriminação

Um estudo publicado em 2010 por um Jornal Americano de Psicologia Aplicada constatou que a discriminação a profissionais obesos existe em todo o processo seletivo, mas principalmente no momento da contratação, e que uma mulher gorda recebe em um ano, U$ 9 mil a menos que uma mulher magra, e sendo uma mulher muito gorda recebe até U$ 19 mil a menos, na suposição que o obeso é desleixado, falta lhes autoconfiança e amor próprio.

Concluímos então que a sociedade exerce, de forma consciente ou não, uma opressão em forma de discriminação sobre as pessoas obesas, em função de sua estética. No reino Unido a University of the West of England (UWE), realizou um estudo sobre o assunto entrevistando mulheres obesas, e constatou que 1% das mulheres entrevistadas daria até 20 anos de suas vidas para ter um “corpo perfeito”, e 16% das entrevistadas daria um ano inteiro de suas vidas pelo privilégio de um corpo esbelto.

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Em busca de espaço

Nos Estados Unidos, estudo semelhante realizado pela Universidade da Pensilvânia, revela que o preconceito sofrido pelas pessoas obesas causa lhes mais mal do que a sua obesidade.

No Brasil o Ministério da #Saúde informa que aproximadamente 30% dos obesos tem o perfil cardiovascular e metabólico normal. Ser gordo não é ser doente e a obesidade não poder ser considerada uma doença. Diante da pressão e da opressão exercida pela sociedade gordofóbica, pessoas obesas de todos os sexos, buscam ganhar espaço dentro da sociedade, exigindo igualdade, liberdade e respeito, o que a constituição garante a todos por direito.

Não é o simples fato de ser gordo que faz uma pessoa ser deprimida, mas sim, a discriminação sofrida pela pessoa obesa que leva o a sentir se inferiorizado. A discriminação afeta a autoestima, fragilizando o sistema emocional, podendo levar a situações de ansiedade, stress e depressão. Existem diversos movimentos que se organizam contra a gordofobia, e nas redes sociais é cada vez mais crescente o número de artigos instigando homens e mulheres gordinhos a amarem os seus corpos como eles são.

#vida