O mundo está se tornando cego diante de muitas coisas, e uma delas é o suicídio. É triste saber que nos últimos tempos está comum vermos estampado em todos os lugares notícia de pessoas que cometeram suicídio. Infelizmente, poucas pessoas têm o conhecimento de que um indivíduo, antes de cometer o suicídio, acaba expressando de forma verbal e/ou não-verbal, que algo está errado.

O suicídio de uma forma inconsciente é uma autopunição. A pessoa acaba decidindo por cometê-lo para se livrar da dor que está sentindo, diante de tantas situações que está somatizando ao longo do tempo.

A dor que a pessoa sente é tão profunda que de alguma forma o indivíduo precisa se livrar dela e a única maneira que enxergam é através da morte.

Segundo alguns estudos, cientistas falam que a tendência suicida pode ser determinada pelo DNA. Foi feita uma análise genética onde foi descoberto uma mudança em cinco dos nucleotídeos que significativamente é mais comum entre os indivíduos que já tentaram o suicídio. De forma particular, esses nucleotídeos afetam dois genes que estão diretamente ligados a formação e ao crescimento do sistema nervoso, na qual pode está a chave da tendência suicida.

Transtorno mental e sua ligação com o suicídio

O transtorno mental é uma síndrome ou um padrão psicológico de significação clínica que costuma estar associado a um mal-estar ou uma incapacidade. Ele requer uma atenção e um acompanhamento. Os transtornos mentais podem ser ocasionados tanto por fatores biológicos (seja genético, neurológico), ambientais ou psicológicos.

Uma grande parte dos suicídios poderia ter sido evitada, pois praticamente 100% dos suicidas têm transtornos mentais, onde na maioria das vezes não é diagnosticado e frequentemente não são tratados ou não tem um tratamento de forma adequada, ou seja, se o indivíduo está em tratamento, a possibilidade de cometer o suicídio é bem pequena.

É assustador saber que a taxa de suicídio está aumentando em todo o mundo e de uma forma muito rápida. A todo momento nos deparamos com diversas notícias sobre alguém que se suicidou. Todos os anos é registrado cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão no mundo. Infelizmente este assunto ainda é um tabu e muitos ainda dizem que “só comete suicídio quem é fraco”.

Prevenção ao suicídio

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que tem o objetivo de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.

Teve início no Brasil em 2015, pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

As campanhas que o Setembro Amarelo traz têm o intuito de conscientização, informando sobre a prevenção do suicídio e os cuidados que precisamos ter, alertando a população sobre sua realidade no Brasil e no mundo. Para o Setembro Amarelo, a melhor maneira de evitar o suicídio é por diálogos e discussões que abordem o problema, sendo de extrema importância a atenção de toda a família, pois, caso seja observado comportamentos diferentes, é indicado que procurem especialistas para que se de início aos procedimentos para o diagnóstico e tratamento.

Enxergando sinais de um suicida

Normalmente o suicídio também é motivado pela depressão, quando o indivíduo chega ao limite á alguns sinas que mostra que ele está próximo de cometer o ato.

  • Mostrar tristeza excessiva e isolamento
  • Sofrer alterações de comportamento
  • Tratar de assuntos pendentes
  • Demonstrar calma repentina
  • Fazer ameaças de suicídio

Ao ter suspeitas de alguém com pensamentos ou comportamento suicidas, é muito importante demostrar amor e empatia por essa pessoa, procurando entender o que está acontecendo e observar quais os sentimentos associados.

Não julgar a pessoa, tentar identificar se o indivíduo fez planejamento para cometer o suicídio, com cuidado e delicadeza oferecer ajuda e de forma alguma deixar a pessoa acuada são alguns dos procedimentos necessários.

Em seguida, é imprescindível que procure o mais rápido um psicólogo ou psiquiatra. Através disso, você vai poder ajudá-lo para que seja feito um diagnóstico e se dê início ao tratamento.

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