O deputado federal do Rio de Janeiro, Jair Messias bolsonaro (PSC-RJ), não para de se envolver em polêmicas no atual cenário político brasileiro. Além de cometer gafes uma atrás da outra durante os seus discursos [VIDEO], admitiu também não estar preparado para lidar com a situação política do país [VIDEO]. Em uma recente entrevista para a jornalista Marina Godoy, nos estúdios da Rede TV!, Bolsonaro foi questionado sobre a economia do país, onde o mesmo se perdeu no assunto e não conseguiu convencer a ninguém de seu preparo, ainda que defendendo a terrível ditadura militar. Por causa do seu amor pela arma e violência, o deputado não consegue enxergar todos os outros fatores que determinam o funcionamento de uma nação, tais como economia, educação e saúde.

Entenda agora 3 fatores que tornam o deputado do PSC-RJ uma má escolha para as eleições de 2018:

1 - A intolerância Religiosa:

Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) fez um árduo discurso, enquanto passava por Campina Grande. Diante de uma multidão, que o aplaudia e o apoiava sem parar, ele disse: "Deus acima de tudo. Não tem essa historinha de Estado laico não. O Estado é cristão e a minoria que for contra, que se mude. As minorias têm que se curvar para as maiorias." Obviamente, o Brasil inteiro parou para debater sobre seu discurso de ódio, que recebeu grande destaque da imprensa. Neste discurso, Bolsonaro mostrou-se intolerante e impaciente diante de toda e qualquer outra religião que não seja a Cristã, acreditando que a ignorância e a força seja a resposta para os problemas brasileiros.

Caso esse tipo de censura aconteça, uma onda de terror e violência poderá ser desencadeada em todo o país, visto que não teríamos mais uma heterogeneidade cultural e religiosa.

2 - O fim das reservas indígenas ou quilombola:

Na zona sul do Rio de Janeiro, Bolsonaro fez uma palestra dentro do clube Hebraica diante de 300 ouvintes. O deputado então prometeu que caso seja eleito em 2018, irá acabar com as reservas indígenas e todas as comunidades quilombolas nacionais, pois segundo ele é um desperdício para a economia que ele tanto domina. Após a volta de uma viagem, veio com o pensamento pronto, dizendo que: "O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gasto com eles." Ainda acrescentou: "Pode ter certeza que se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola."

Após um futuro incerto para todos os indígenas e quilombolas do país, que são reservas culturais do Brasil, o deputado ainda comentou sobre o armamento do cidadão brasileiro.

3 - A arma de fogo e o cidadão Brasileiro:

Este é, sem dúvidas, a maior propaganda de seus discursos pelo Brasil. Em várias oportunidades, Bolsonaro faz questão em falar que se depender dele em 2018, todo brasileiro terá uma arma em suas casas. Acreditando, assim, que o índice de violência será reduzido drasticamente, visto que a violência só acontece porque o "marginal" esta armado, e o cidadão de bem, desarmado. Segundo o professor David Hemenway, da Universidade de Harvard, que entrevistou cerca de 300 cientistas da área de Criminologia, 72% afirmaram que o porte de armas em domicílios apresentam perigo, aumentando o risco de violência, e não reduzindo-o. Dentre os fatores de risco, estão: acidentes, homicídio, e ainda o aumento do risco de suicídio. Além do que, muitos bandidos contam com o fator surpresa, tornando o uso da arma de fogo inutilizável. Ainda mais, não existe educação para a maior parte dos brasileiros sobre o armamento, visto que qualquer tipo de discussão ou intolerância (política, times de futebol, religião e sexualidade, por exemplo) levará a raiva e agressão, aumentando o risco de um acidente fatal.

São essas e outras que torna o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), um polêmico cadidato à presidência da República em 2018.