Era tarde da noite, madrugada já, quando sou surpreendido por ruidos vindo do quarto da minha filha [VIDEO]. Caminhando vagarosamente com o coração acelerado e com medo do desconhecido fico parado na porta, crio coragem e olho para a cama, vejo minha filha dormindo profundamente, respiro aliviado. Estou retornando para meu quarto quando os ruidos se iniciam novamente, com a coragem triplicada, abro a porta e sou surpreendido por uma figura extraordianaria, diante dos meus olhos. A fada do dente. Sim a fada do dente catando o dente da minha filha que foi colocado embaixo do travesseiro no dia anterior. Ela calmamente pega o dente, deixa a moeda e sai voando pela mesma janela que entrou sem nem sequer notar minha presença.

Assim começou o café da manhã de um dia qualquer no ano passado. Minha filha olhava-me encantada enquanto eu narrava esta história surpreendente, sem ao menos se dar por conta que a Fada do Dente na verdade fora eu. Assim como nessa noite fui a fada do dente, em noites de natal fui Papai Noel, já fui Lobo Mau, já fui Bicho Papão, já fui Coelho da Pascoa, Palhaço e tantos outros.

O ser humano tem uma facilidade incrível de encarnar personagens distintos. Fazemos isso para fugirmos um pouco da realidade que nos cerca, para fugirmos dos nossos medos, no meu caso fazia isso para ensinar a minha filha o que era certo e o que era errado. Esta semana fomos surpreendidos por um personagem que eu ainda não conhecia, uma tal de #Day McCarthy, criada por uma tal de Dayane Alcântara Couto de Andrade, 28 anos.

Enquanto a minha Fada do Dente tinha a missão de levar dentes e colocar moedas, Day McCarthy [VIDEO], desenvolveu a capacidade de ofender pessoas. Quando na verdade quem nunca se aceitou foi sua própria criadora. McCarthy soa mais impactante que Couto de Andrade. No mundo encantado de sua criadora, ela é uma socialite que vive no Canadá, com 4 livros lançados, e diplomas em renomadas universidades americanas.

Na vida real é uma piauiense que alterou o nariz por não suportar o próprio cheiro. Fez um curso supletivo no Grajaú que nunca concluiu. Na New York Film Academy e na Universidade Harvard nunca ouviram falar dela, mesmo ela afirmando que se formou lá.

A cada dia que passa sua trajetória de ódio aumenta. Seu foco: crianças. Talvez por não ter a capacidade de ser mãe. Seria ela uma bruxa perdida nesse mundo, precisando de atenção? Ou seria um ser covarde, restrito a ofender crianças que ainda não podem se defender?

A verdade é que a lei dos homens não é preconceituosa e não faz distinção de raça, credo, etc e nem proteje seres extraordinários que vivem em mundos imaginários. O racismo é um mal enraizado na sociedade, camuflado em tantas Day McCarthy espalhadas por aí.

Que a lei cumpra seu papel de proteger e punir. #racista #titi