Há certo tipo de jornalismo viciado que, ao invés de publicar fatos concretos, vende notícias falsas ou totalmente enviesadas. Em nome de uma agenda política vale até 'falsear' a realidade, como agem alguns profissionais dos meios noticiosos em nosso país.

O estopim da segunda guerra mundial deu-se pela invasão da Polônia por parte dos alemães. Dos povos que sangraram nas mãos do facínora Hitler talvez, depois dos Judeus, quem mais sofreu com os efeitos funestos deste regime totalitário foram os poloneses. No início do que se entende como o maior conflito armado da história da humanidade, poloneses amargaram por conta de uma ideologia calcada na “pureza de raça”.

Ao fim do conflito, na “partilha dos espólios de guerra” entre as potências, era chegada a vez dos poloneses penarem nas mãos de uma ideologia baseada no conceito de classes, a saber: o comunismo. Vale ressaltar que ambas as ideologias foram genocidas e deletérias para a experiência humana. No último sábado (11 de Novembro de 2017) em Varsóvia, Polônia, cerca de 60 mil poloneses marcharam em comemoração ao dia da independência do país.

Excluindo os extremos – que são condenáveis sob qualquer espectro ou matriz ideológica – a mensagem quase que unanime era esta: “Não aos totalitarismos”, vide: Nazismo e comunismo. Aí, em um Twitter totalmente sórdido e ultrajante o jornalista e comentarista político da GloboNews, Guga Chacra [VIDEO], escreve: “Cerca de 60 mil pessoas participaram de manifestação nazista na Polônia defendendo uma Europa apenas para os Brancos.

Antecipo para os suprematistas do Brasil que brasileiros não são considerados brancos por esses nazistas”.

Mas não deu outra, a contento, a cônsul da Polônia, Katarzyna Braiter, desbaratou o ardil de Guga Chacra, informando que a manifestação se tratava de uma comemoração pelo dia da independência da Polônia.O vexame do jornalista das organizações Globo suscita uma discussão urgente: Será que todo mundo que pensa diferente de nós é Nazista? Certamente, não. Mas este artifício retórico do mau debate parece surtir efeitos em nossos dias. Em um embate de ideias basta sacar da manga: “Seu fascista”, o que já serve para neutralizar o argumento de quem pensa de forma diferente.

O Nazi/fascismo é um fenômeno histórico, factual, local; milhões de vidas se perderam através da fúnebre engenharia social. Logo, quem usa o termo “Nazista” indiscriminadamente e sem critério peca contra as verdadeiras vítimas, dentre elas: Judeus, Ciganos, Gays, Negros etc. Entre as décadas de 1930 e 1940, os Estados Unidos receberam uma avalanche de intelectuais diametralmente contra o regime Nazista, dentre eles, pensadores que – vejam que curioso – eram críticos ferozes do Comunismo.

Posso citar Eric Voegelin (1991-1985) que legou para posteridade um conjunto magistral de obras, entre elas “Hitler e os Alemães”. Opor-se a uma corrente de pensamento “x” não faz de você defensor da corrente de pensamento “y”. A história nos fornece exemplos de homens que foram totalmente independentes em sua forma de pensar. Escolheram nadar contra a maré do pensamento vigente. Em um mundo povoado de toda sorte de devaneios ideológicos, indivíduos podem escolher aderir a nenhuma bandeira. Ser anticomunista não faz de você um nazista. Guga Chacra precisa aprender esta lição. #FakeNews #GugaChacra #Totalitarismo