Nas ultimas décadas a bandeira da luta dos direitos dos animais foi cooptada pela esquerda progressista e, consequentemente, grande parte do público religioso e conservador – erroneamente – acabaram se afastando desta nobre causa.

É perfeitamente legítimo que, quando necessário e de forma mais humana possível, abatamos animais para nossa subsistência. Entretanto, há indivíduos que acreditam que animais devam ser tratados como bem entendem. Para satisfazer seus caprichos, gastam fortunas em Safaris nas savanas da África, somente para abater um leão ou um elefante. Buscam o terror de uma fera somente pelo terror. O que antes era uma questão de busca por recursos (alimento), hoje é uma procura obstinada por prazer às custas do sofrimento de outro ser vivente.

Nesse caso, a palavra “sadismo” foi substituída por “hobby”.

No lado oposto, há outro extremo igualmente espúrio: a humanização de animais. Um caso de extrema bizarrice é o da bilionária Leona Helmsley, que deixou 12 milhões de dólares para seu cão e pôs em seu testamento que, depois da morte do animal, o mesmo deveria ser enterrado a seu lado. Porém, à luz das escrituras, há toda uma sacralidade em torno da vida humana que não poder ser ofuscada pelos animais. Existe uma escala valorativa entre um feto humano e um ovo de tartaruga, por exemplo. Mas não se engane, o Deus da bíblia, reverenciado por Judeus e Cristãos, possui um cuidado todo especial com relações aos animais. Diferentemente do que se é propagado, na bíblia, bem como em toda a tradição cristã, existe um senso de responsabilidade e respeito à vida dos bichos.

"Depois de criar todas as sortes de animais como: répteis, peixes e mamíferos etc., viu Deus que tudo quanto havia criado era bom". Ainda em gênesis, no episódio de Noé e sua arca, vemos a providência divina para com os animais. No antigo testamento existia um aparato de regras (seguidas até nos dias atuais pelos judeus) quanto ao abate para que houvesse o mínimo de sofrimento. Para o povo Judeu, como se sabe, no dia de sábado era proibido fazer qualquer atividade, mesmo assim, se um animal estivesse em perigo, o mesmo deveria ser socorrido, como o próprio Jesus disse como está registrado no livro de Lucas 14:5. "Seis dias o animal poderia trabalhar, mas no sétimo ele deveria descansar; ao boi que trabalhava debulhando o trigo, era proibido que sua boca fosse atada impedindo-o de se alimentar.". Há varias citações em favor dos animais nas sagradas escrituras que não caberia nesse artigo. Porém, dentre elas, deixo aqui e minha predileta: “O justo tem consideração pela vida de seus animais, mas as afeições dos ímpios (pessoas más [VIDEO]) são cruéis. (Provérbios 12:10) “