A Bíblia Sagrada descreve milhares de pessoas mortas a mando do próprio Deus. Esse é um dos assuntos mais delicados da Bíblia. Falar da imagem complacente de um Jesus carregando um carneirinho ou abençoando crianças é fácil. O problema, porém, é quando a imagem que a Bíblia apresenta de Deus é sanguinária e de alguém que ordena genocídios sem a menor hesitação.

Como entender isso? Qual a imagem de Deus que podemos imaginar? Será que Deus seria apenas um tirano, um déspota? Será que Deus estava mais parecido com um terrorista do Estado Islâmico do que com a figura do Jesus que nós pregamos nas igrejas?

Mesmo dentro do ambiente cristão parece que muitos religiosos fogem dessa imagem arbitrária de um Deus que mata e manda matar.

Mas a Bíblia está repleta de textos que descrevem Deus exatamente dessa forma. No livro de Deuteronômio, capítulo 7, Deus ordena aos israelitas que destruam completamente os cananeus e seis outras cidades. No verso 2, o texto diz “não terás piedade delas.”

Esse não foi um incidente isolado. Antes disso, o próprio Deus enviou um dilúvio e matou um incontável número de pessoas. Depois ele ordenou ao anjo da morte a execução de cada primogênito do Egito. O pior de todos os versos é o descrito no primeiro livro de Samuel, capitulo 15, onde Deus ordena que matem homens, mulheres, crianças e animais.

A pergunta que se faz é: Como pode um Deus de amor agir assim?

Precisamos entender que essa ideia de um Deus malvado [VIDEO] do Antigo Testamento e um Deus bonzinho no Novo Testamento está equivocada.

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Não podemos achar que o que é um erro para nós, também é proibido para Deus. Ele não é como o ser humano. Deus tem o direito moral e legal de tirar a vida do ser vivo, porque foi Ele quem a deu a cada criatura.

Mas, e quando os israelitas mataram em seu nome?

O livro de Genesis traz anotações especificas da aquisição de direitos territoriais na terra de Canaã, sem a necessidade de guerra. Para analisarmos esse assunto, é importante entender o conceito de cultura. Conforme o antropólogo britânico Edward B. Tylor, cultura é "todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade."

As pessoas costumam julgar a cultura alheia pelos seus próprios códigos de valores e isso nem sempre dá certo. No Antigo Oriente Médio, sem exceção, as coisas se resolviam através das guerras. Isso não significa que seria sempre assim. Deus respeita a cultura de cada geração e com o passar do tempo Ele adaptou o seu amor.