Com o objetivo de promover uma reflexão acerca da discriminação racial e dos preconceitos que atingem mais diretamente o cidadão da pele negra, na próximo segunda-feira, dia 20 de novembro, a população brasileira estará celebrando o dia da Consciência negra.

A data objetiva também prestar homenagens ao líder negro zumbi dos Palmares, que, após ser traído e cair numa emboscada do bandeirante Domingos Jorge Velho, morreu dia 20 de novembro de 1695, e também os ancestrais que lutaram pela libertação do povo negro da escravidão.

Lei Áurea não assegurou direitos aos negros libertos da escravidão

Entendendo que, após cerca de 400 anos de cativeiro, a Lei Áurea, do dia 13 de maio de 1888, não assegurou nenhum amparo legal aos libertos, colocando-os na rua sem casa ou Trabalho, muitas pessoas optam por protestarem na data.

Desde então, o povo negro vem lutando pela sua inclusão social no trabalho com salários dignos, moradia em grandes centros, educação e acesso aos programas de saúde.

Os negros foram trazidos à força para o Brasil

Os primeiros negros foram trazidos à força do continente africano para o Brasil pelos portugueses por volta de 1532. Vendidos como mercadoria, separavam os membros da família, como pai, mãe, filhos, sendo levados para empregar sua força de trabalho gratuitamente nas lavouras, nos engenhos de cana de açúcar ou ainda atuar como mucamas, cozinheiras e amas de leite nas casas grandes.

Esta separação das famílias, agregando outras pessoas de línguas e dialetos diferentes, foi a tentativa de cria mecanismos para dificultar a comunicação e impedir as inevitáveis fugas e rebeliões contra o perverso sistema.

Negros que conseguiam chegar na mata construíam mocambos e quilombos

Com as rebeliões e fugas, os negros que conseguiram escapar dos olhares atentos dos capitães do mato, e se embrenharam na mata, construíram mocambos e quilombos. Palmares, na Serra da Barriga, capitania de Pernambuco, fundado por Zumbi [VIDEO], foi o maior deles.

O local chegou a abrigar aproximadamente 30 mil habitantes, entre negros, índios e brancos oprimidos pelo sistema reinante da época.

Raça negra luta por implementação de políticas que minimizem danos com escravidão

Atualmente, a população negra luta junto às esferas de governos municipais, estaduais e federal para implementação de políticas públicas que minimizem os prejuízos causados pela escravidão dessa parcela da população brasileira, como a adoção das cotas raciais nas universidades públicas.

Essas cotas são muito criticadas por pessoas negras e brancas que desconhecem que elas são frutos de anos de lutas como uma das formas de retratação da escravidão, ao mesmo tempo em que a que se questionar como reparar 400 anos de destruição de uma raça? Eis aí a necessidade de promover reflexão neste dia 20 de novembro!