Nesses últimos dias, três casos de Feminicídio estão sendo bastante divulgados, principalmente por causa da forma como aconteceram e dos motivos pelos quais aconteceram. Todos eles foram praticados por homens que se relacionavam de certa maneira com as vítimas. Raphaella Novinski [VIDEO], de 16 anos, foi assassinada com 11 tiros no rosto à queima-roupa dentro da sala de aula na cidade de Alexânia, Goiás. O autor dos disparos foi Misael Pereira de Olair, de 19 anos, ex-aluno da escola. Segundo o assassino, ele a matou porque Raphaella não queria namorá-lo. Explicou, ainda, que o amor que ele sentia pela garota acabou se transformando em ódio.

De acordo com testemunhas, Misael chegou a ameaçar a família da estudante anteriormente e, após ser preso, declarou que não se arrepende do crime que cometeu. O corpo de Raphaella foi velado nesta terça-feira (07).

Raptada e assassinada em motel

Outro caso bárbaro aconteceu na madrugada desta terça-feira (07). Maria Aparecida da Silva Santos [VIDEO], de 50 anos, segundo testemunhas, foi rendida em seu próprio restaurante, na cidade de Itapevi, São Paulo, por um homem armado. Ela foi coagida a entrar no carro dele. O indivíduo, segundo investigações, é Cléder Gonzaga Hilário, de 42 anos, e ex-companheiro da vítima. Os dois seguiram para um motel na cidade de Cotia. Por volta de meio-dia, Cléder tentou sair sozinho do estabelecimento e foi impedido, pois, segundo as regras do motel, os hóspedes não podem sair sozinhos, uma vez que entram acompanhados.

Após a gerente ligar para o quarto, e ninguém atender à ligação, foram verificar a suíte e encontraram o corpo da Mulher com várias perfurações. Na sequência, o homem saiu em disparada com o carro, derrubando o portão do motel. Ele está foragido.

Agressão flagrada em vídeo

Na última sexta-feira (03), câmeras de uma confecção no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, registraram o momento em que a costureira Marli de Araújo, de 43 anos, que trabalhava no estabelecimento, foi retirada à força do local pelo ex-companheiro, sendo agredida violentamente na rua mesmo. Marli foi hospitalizada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. O agressor, Douglas Roberto Silva Santos, de 39 anos, também está foragido.

Sociedade paternalista: mulheres são consideradas objetos

De janeiro a setembro deste ano, foram registrados mais de 70 casos de feminicídio só no estado de São Paulo, um número preocupante que retrata o resultado de um País com características paternalistas, onde os homens se acham donos de suas companheiras, e as mulheres são vistas como meras propriedades.

Não sabemos como controlar o machismo na sociedade, tendo em vista que esse padrão é cultural, ou seja, criamos nossos filhos desde crianças da mesma forma como fomos criados antigamente. Homens são incentivados a enxergar as mulheres como objetos, e as mulheres são oprimidas, representando o papel de ornamento, no qual a beleza física é mais importante que suas convicções.

Segundo documento elaborado em 2016 pela ONU (Organização das Nações Unidas), a taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo, sendo considerado um País mais violento do que países como Letônia e Suriname.

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