Em entrevista ao ‘’Programa do Porchat’’, da Rede Record, o apresentador e comentarista esportivo Milton Neves disse que Jô, atacante titular do campeão brasileiro Corinthians, é melhor que Gabriel Jesus e que deveria ser convocado para a Seleção Brasileira. Segundo o jornalista, “o Jô hoje é melhor que o Gabriel Jesus”.

Logo depois, elogiou o jogador, que é cria do Palmeiras, dizendo que era um ótimo atleta, mas em seguida fez uma comparação infeliz. Disse que o jovem atacante era um “atacante de gols fáceis” e que, assim como Thiago Silva, zagueiro e capitão do PSG, tinha mais fama do que bola.

Então, veja uma comparação em números e fatos entre os dois atacantes durante toda a carreira e em seu momento atual.

Começando pelo atacante Corintiano, segundo dados do Sports Match, o jogador em toda a sua carreira soma 424 jogos e 124 gols marcados, uma média de 0,29 gol por partida. No quesito títulos, Jô ganhou 14 títulos pelos clubes onde passou e um título individual.

Já Gabriel Jesus possui 100 jogos como profissional e 40 gols marcados, uma media de 0,40 gol. Gabriel ganhou 2 títulos pelo Palmeiras [VIDEO], uma Copa do Brasil e um Campeonato Brasileiro.

Agora, sobre o atual momento dos dois na temporada 2017 ,Jô jogou 64 jogos, incluindo amistosos e o Campeonato Paulista, marcando 25 gols, média de 0,36 gol por jogo. Já Gabriel Jesus em 2017 disputou 30 jogos e marcou 17 gols, média de 0,56 gol por jogo.

Outro fator que se deve levar em conta é a disputa de posição de ambos os jogadores em seus clubes.

Jô tem como adversário direto pela posição no ataque o turco Kazim. Gabriel Jesus disputa posição com Sergio Aguero, ídolo do time de Manchester.

Em relação à reserva da Seleção Brasileira, o reserva imediato de Jesus é Roberto Firmino, jogador do Liverpool que vem fazendo uma boa temporada pelo time inglês. Em 19 jogos na temporada 2017/2018, Firmino marcou nove vezes, media de 0,56 gols por partida, sendo seis vezes em jogos da Liga dos Campeões da Europa [VIDEO].

Não se discute as habilidades ou a capacidade de Jô servir a seleção. O jogador foi dos líderes do Corinthians na campanha que acabou com o título brasileiro. Nos momentos de polêmica, até as que lhe envolviam, nunca se escondeu. O que se discute é o fato de que essas velhas raposas do jornalismo esportivo nacional ainda vivem há 40, 50 anos e sempre usam de seus argumentos clubistas para desmerecer jogadores e clubes.

Existem inúmeras provas disso, como quando um determinado apresentador chamou o estádio do Vitória (BA) de ‘’lixão’’, ou quando outro determinado jornalista criou em sua mente fantasiosa um esquema Crefisa para explicar o futebol pobre apresentado pelo Corinthians no segundo turno do Brasileirão.

Até mesmo o caso do próprio Milton Neves, falando que um jogador multicampeão na Itália e na França, que soma mais de 20 títulos por clubes e outros tantos individuais. cinco vezes escolhido para a seleção do ano da Uefa, joga só com o nome. Talvez esses jornalistas mereçam a seleção comandada por ex-jogadores que nunca estudaram para ser técnico de futebol que escalam lateral de meia e convocam quem eles acham que merecem estar na seleção.