No mundo mercadológico sempre existiu grandes corporações que se tornaram tão gigantes que começaram a influenciar não só o mercado, mas também culturalmente na nossa sociedade. São empresas que geralmente construíram seus nomes através de anos, décadas e até século de tradição e empreendedorismo. Mas hoje em dia, o sucesso de uma marca não depende somente da tradição, nome e os quatro “P’s” de Phillip Kotler.

Muitas pessoas já devem ter ouvido falar em #lovemarks, termo criado pelo americano Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi e autor do livro Lovemarks – O futuro além das marcas (2004). São empresas que trabalham com os sentidos e sentimentos de seus consumidores, construindo uma relação passional com seu público que vai além da satisfação comercial, trabalham com o sentimental.

Lovemarks vendem sonhos

Um exemplo de lovemark é a famosa montadora Harley-Davison, que fabrica motos peculiares que não são exatamente as melhores no mercado, mas seus consumidores são apaixonados pela marca, pois ela fala a mesma língua deles e vende intrinsicamente um estilo de vida que os mesmos desejam. Outra marca que trabalha forte com os sentidos de seus fãs é a Apple [VIDEO], que possui milhões de consumidores apaixonados pela maçã de Steve Jobs, eles fazem filas enormes nas Apple Store do mundo inteiro a cada novo lançamento da empresa, que sabe trabalhar bem as sensações dos consumidores. Quando vemos um iPhone ou um Macbook , a vontade é de tocar, sentir a textura diferenciada do material, se impressionar com o design e toda a atmosfera tecnológica que a marca proporciona.

Outro exemplos de empresas que sabem usar dessa estratégia é a Coca-Cola, Nike, Adidas, Ferrari, Nestle, Google e inúmeras outras que podem ser identificadas facilmente.

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Essa plano de #marketing não é fácil de ser desenvolvido, precisa de muita pesquisa , tempo, trabalho e principalmente saber identificar o que encanta e deseja o seu publico alvo. Esse sim é o maior desafio.

Lovemarks, Facebook e a geração Y

Um dos fatores que ajudou a definir e consolidar o termo lovemarks foi o fortalecimento das mídias sociais em meados dos anos 2000, que possibilitaram fazer a geração Y quebrar os paradigmas antigos entre empresas e consumidores, onde a relação de ambos era totalmente unilateral, pois as corporações tinham mais força e ditavam as regras do mercado.

Quando as companhias entraram nas redes sociais, elas tiveram que começar a andar sobre ovos na hora de interagir com seu público, pois tudo que é postado e comentado pode ser visto por todo mundo, e hoje, se uma empresa não tem boa reputação na as internet, muito provavelmente estará fadada ao fracasso.

As mídias sociais vulnerabilizaram as corporações

Essas plataformas digitais mudaram a configuração da comunicação de marketing, onde havia o emissor, meio e receptor.

Atualmente o consumidor pode se tornar o emissor e a empresa virar passivamente o receptor, esse novo ciclo fragiliza as empresas, que estão mais vulneráveis as criticas, denúncias e reclamações que se tornam públicas e acessíveis para qualquer um na internet. Isso força as organizações a melhorarem o seu atendimento, seus produtos e serem mais profissionais, pois as pessoas estão muito mais exigentes e sabem o que querem.

Quem nunca fez pesquisa no Google ou Facebook antes de tomar uma decisão de compra por um determinado produto? Esse comportamento muito comum, principalmente pelos jovens da geraçãoY, também conhecidos como Millennials, pessoas nascidas em meados das décadas de 1980 e 1990, que cresceram junto com as novas tecnologias da atualidade, e por esse motivo tem na sua personalidade a dinâmica, a agilidade e imediatismo que reflete a linguagem da internet, fazendo das mídias sociais seu habitat natural.

Intimidade com o seu púbico alvo

As marcas também se beneficiam muito com a interatividade da internet, pois é através das redes sociais que elas podem coletar dados das preferencias do seu publico alvo, saberem quais são seus anseios, fazerem pesquisas com mais profundidade, serem mais assertivos na hora de lançar um produto, identificarem o que as pessoas querem ouvir e sentir.

Quem souber trabalhar bem esses canais, vão conseguir atingir as expectativas da sua audiência e mexer com a emoção do consumidor, e assim trabalhar para se tornar uma lovemark, uma empresa que ganha clientes para a vida toda, não importa a situação, pois eles compram por paixão a marca.

#geração Y