A Sociedade Brasileira de Psicologia alerta sobre alguns sinais emitidos pelas criança e pelo adolescente que estão sofrendo abuso sexual [VIDEO]. No Brasil, 95% dos casos são praticados por pessoas conhecidas da vítima e em 65% dos casos há participação de algum familiar.

Conforme os dados do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e do SUS (Sistema Único de Saúde), a cada hora, três crianças são vítimas de abuso, sendo que 70% dos estupros ocorrem com menores de idade.

Como identificar abuso sofrido por uma criança próxima?

Heloísa Ribeiro, diretora executiva da ONG Childhood Brasil, que atua na defesa dos direitos da criança e do adolescente, diz que geralmente não é um sinal somente, mas, sim, um conjunto de indicadores do abuso.

Ela ressalta a importância de levar a criança a um especialista para uma avaliação caso apresente alguns destes sinais.

A criança não entende que está sendo abusada [VIDEO], fica sem saber como agir ou reagir. É fundamental que os pais e professores estejam atentos a linguagem não-verbal de pedidos de ajuda ou situações de trauma. A criança que está sendo abusada altera o seu padrão de comportamento de maneira brusca e repentina, por vezes recorrendo a comportamentos infantis que já tinha abandonado ou com alteração de hábitos, falta de concentração, recusa a participar de atividades, mudança de aparência, perturbações do sono etc.

Existem também sinais óbvios de violência, como marcas fí­sicas, lesões, marcas roxas, dores e inchaços nas regiões genitais ou até mesmo doenças sexualmente transmissí­veis.

A violência Sexual [VIDEO] é a violação de direitos sexuais, no sentido de abusar ou explorar o corpo e a sexualidade de crianças e adolescentes. A violência sexual é crime e deve ser relatado às autoridades. Ao serem observados esses sinais é aconselhável acionar o Conselho Tutelar, o Centro de Referência Especializado da assistência Social (Creas) ou a Vara da Infância e da Juventude para obter uma resposta adequada.

Muitas vezes a criança verbaliza o que está acontecendo, mas não é ouvida. Por isso, o principal conselho de especialistas é sempre confiar na palavra dela, a criança precisa se sentir segura, acolhida. O adulto nunca deve responsabilizá-la pelo ato ou questionar o que ela está falando.

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, afirma categoricamente que um paí­s que não cuida das crianças não cuida de ninguém. Precisamos lutar para que tenhamos um Brasil voltado para essa temática.

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