Na Universidade Federal da Bahia (UFBA), jovens manifestantes de esquerda protestaram contra a exibição de um filme. A mostra intitulada "O Jardim das Aflições" é a exposição do pensamento e rotina do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho. Em meio à apresentação, alguns dos que não concordavam gritaram com o objetivo de atrapalhar os estudantes que assistiam. Entre os militantes insatisfeitos com o longa-metragem, o “manifestante isolado” levantava cartaz com o pedido: "Morte aos cristãos".

Olavo de Carvalho é, sem dúvida, um dos mais respeitados professores e jornalistas do Brasil. Valeria a pena assistir ao documentário até para criticar suas ideias, mas não foi o que fizeram tais militantes, provavelmente.

Muito além de questões políticas, onde claramente vivemos uma guerra fria, a intolerância religiosa expressada nos dizeres do cartaz é apenas uma parte dos problemas do Brasil. No entanto, ela serve de exemplo para percebermos como a democracia não é algo interessante para os militantes de esquerda.

Será que eles estão interessados em estabelecer diálogo ou apenas uma ditadura dos seus interesses? A expressão de ódio explícita é a manifestação de um desejo que a cada dia se aflora em nosso país. Afinal, são os cristãos aqueles que mais lutam contra agenda marxista que tem em suas pautas a ideologia de gênero, que, para eles, é a base para destruição da família.

O "manifestante isolado" aproveitou-se de indignação coletiva sem sentido para revelar aquilo que nós já sabemos: a esquerda não gosta de democracia.

Ou melhor, para eles, tudo que não for do agrado da agenda deve ser eliminado, até mesmo um filme, que diga-se de passagem, não teve um centavo do governo. O cartaz pedia a morte dos cristãos, mas a figura no meio da "multidão" não tinha alvo especifico, ele queria atingir aquilo que ser cristão carrega em si. Podemos então substituir a palavra "cristão" por "família", "democracia", "respeito", "tolerância".

Não podemos esquecer que a base da esquerda é e sempre será o comunismo, que em geral não suporta a ideia de cristianismo, família, muito menos de democracia. Lenin por exemplo disse: "Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais, se eles não são comunistas." Pode parecer um alarde exagerado, mas a situação pode ser observada aqui visto que o "manifestante isolado" não viu nenhum problema na exibição de um cartaz que pedia a morte de cristãos, mas achava um erro seus colegas assistirem um filme sobre Olavo de Carvalho.

Para quem não sabe, Olavo foi um comunista em sua juventude entre os anos 1966 a 1968, tendo filiação no Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Posteriormente, tornou-se anticomunista ao se decepcionar com a ideologia, sendo hoje um dos principais nomes do conservadorismo no Brasil.

Ainda veremos mais episódios como esse. Infelizmente, a tolerância não está no dicionário de um esquerdista. Para ele a religião é o ópio do povo, preferencialmente o cristianismo. O fato será minimizado pela mídia, já que o “manifestante isolado” não representa o pensamento da esquerda, dirão eles, que curiosamente têm em seu panteão como figuras Stalin, Che Guevara, Karl Marx e o próprio Lenin.