O desejo do aparato político de taxar igrejas e entidades religiosas não é de hoje. O Estado, sendo uma espécie de “monstro”, fatalmente e inexoravelmente sempre possuirá a vocação de ampliar o seu tamanho. Esta tese foi desenvolvida no livro “O Poder”, de Bertrand de Jouvenel. Quando um político propõe a estupida ideia de criar um novo imposto, o que na prática está fazendo é alimentar o monstro mitológico retratado por Thomas Hobbes em “O Leviatã”.

Investir mais poderes ao Estado é brincar com fogo. A história nos ensina que as civilizações, desde a Suméria, Roma e o Estado moderno, gostando o leitor ou não, erigiram-se através de Impostos.

Entretanto, a história também nos ensina que impostos demais também são a causa do fim de civilizações.

Ampliar o tamanho do Estado significa mais chances do sistema se corromper. Impostos sufocam a produtividade e desestimulam a economia. Aliás, a panaceia para todos os seus males do Brasil, estando dentre as maiores cargas tributárias do mundo, definitivamente, não é a criação de mais impostos. O que o prefeito de São Paulo, João Doria, proponente da taxação das igrejas, parece não perceber é que, sendo ele também um indivíduo, mais cedo ou mais tarde poderá ser alcançado pelos tentáculos do Estado.

As igrejas, amparadas pela Constituição, possuem imunidade tributária. Isto é, o poder federal não possui competência legal para taxá-las. Garantindo, assim, liberdade religiosa. Para tanto, a ausência do tributo das igrejas aos cofres públicos não é nem de longe, deletério para a sociedade.

A isenção de impostos que templos religiosos gozam, pelo bem que fazem ao tecido social, é mais que merecido.

Igrejas são as entidades que mais trabalham em prol do desenvolvimento social. É só fazermos uma breve análise para constatarmos a quantidade de pessoas que igrejas tiram das drogas, do álcool e do submundo do crime. Mesmo assim, de forma insensata, João Doria propõe taxar as igrejas.

O mesmo, apesar de ser um social democrata (ele afirmou isto no ‘’The Noite’’, com Danilo Gentili [VIDEO], no SBT), tem angariado eleitorado no campo Liberal e conservador. Vale lembrar que a agenda liberal/conservadora defende estado mínimo, consequentemente, menos impostos e não criação de mais tributos.

Sendo assim, a campanha do candidato tucano, ao que parece, dá sinais de perder forças nos setores mais à direita da sociedade. Aguardemos os próximos capítulos da pretensa campanha desse social democrata.