A novela da TV Globo que está no ar no horário nobre, "O Outro Lado do Paraíso", tem trazido muitos temas polêmicos e pouco abordados pela mídia. Vou-me ater ao personagem de Estela, interpretado pela atriz Juliana Caldas. Ela tem nanismo e sofre na pele o preconceito dentro de casa, pois não é aceita pela mãe Sophia, interpretada pela atriz Marieta Severo.

Por ter esse problema, Estela, logo no início da infância.

foi enviada pela mãe a um internato na Suíça, para que crescesse longe do convívio da sociedade em que sua família estava inserida. Mas ela volta ao Brasil para o casamento de Gael, seu irmão, e para horror de sua mãe, resolve permanecer no país.

Diante dessa situação, deve-se levar em consideração uma vantagem ter crescido na Suíça, já que não foi afetada tão profundamente pela influência de sua mãe, como ocorreu com seus irmãos.

Gael é totalmente dominado por Sophia, um marionete em suas mãos. Lívia interpretada pela atriz Grazi Massafera é sua maior aliada, inclusive nos crimes que pratica contra Clara, interpretada pela atriz Bianca Bin.

Com a permanência de Estela no Brasil, os acontecimentos são imprevisíveis, e quem decidirá o rumo dos acontecimentos é o autor, diz Juliana. O que ela pode salientar da trama é o surgimento de um misterioso comerciante, interpretado pelo ator Pedro Carvalho, que irá capturar seu coração.

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Juliana explica a boa relação que existe entre o elenco nos bastidores da novela e destaca Marieta Severo por ser extremamente generosa. A sua personagem nos faz observar o quanto à sociedade os marginaliza. Isso pode ser visto numa cena em que ela não consegue fechar o chuveiro, porque sua mãe não quis adaptá-lo para ela.

Essa falta de acessibilidade pode ser encontrada em espaços comuns de vida diária, como precisar de auxílio para apertar o botão do elevador, ter acesso fácil a campainhas e interfones, subir em um ônibus, subir escadas.

Enfim, são inúmeras as situações.

juliana conta que suas experiências e histórias de outras pessoas a ajudam a construir a personagem. "Empresto para Estela tudo que vivi e ouvi das pessoas", diz a atriz.

Segundo estimativas. existem mais de 20 mil pessoas com nanismo no país e cerca de 10% desse total moram na cidade de São Paulo. Em ‘’O Outro Lado do Paraíso’’ o autor que destacar a importância do respeito que essas pessoas merecem.

Espera-se que a sociedade passe a vê-los como um ser humano com suas necessidades e características próprias, em contrapartida ao olhar onde o "ideal é o padrão".

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