A discussão sobre o aborto [VIDEO] nunca será fácil, pois tem apenas dois lados: os a favor e os contra. Mas esta discussão vai além do sim e do não. No Brasil, desde 1984, o #aborto é considerado crime e todos os envolvidos são presos, podendo cumprir penas que variam de 1 ano até 4 anos de prisão. Em apenas três casos são permitidos: estupro, risco de morte para a mãe e bebê anencefálico (que não tem cérebro).

O que é a #pec 181?

De acordo com o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 181, as mulheres não terão mais direito de fazer o aborto em caso de estupro, pois seria considerado um assassinato. A proposta entende que, a partir da concepção, já existe vida.

É realmente o assassinato de um ser indefeso [VIDEO]. Abortar o fruto do estupro é punir um filho pelo crime do pai, mas e o direito da mulher? Como podem querer punir uma mulher que sofreu uma #Violência sexual ao gerar um filho não desejado ou planejado? Fruto de um abuso ou estupro?

Punição do estupro será sofrida pela vítima, ao ser obrigada a gerar um filho

Nesse caso, não se trata ser a favor ou contra o aborto [VIDEO], não tem nada haver com o sim ou não, se trata da vítima de uma violência hedionda. Uma mulher que teve sua honra e sua vida destruída, uma pessoa que sente vergonha por ter sofrido tal violência, sendo obrigada a gerar o fruto desse crime dentro do seu ventre, obrigada a nutri-lo e senti-lo se mexer todos os dias, durante longos nove meses, lembrando que ele está ali porque ela foi estuprada.

Obrigar a vítima a conviver com o fruto desse crime crescendo em seu ventre é como mantê-la refém dessa violência. [VIDEO] Obrigar uma mulher a carregar no ventre o filho do seu torturador é dar a ele a permissão de agredi-la todos os dias.

Não ao aborto

O aborto não deve ser liberado. A mulher deve ter direito sobre o seu corpo, mas, quando se trata de aborto, ela estará violando um outro corpo, de um ser indefeso. Por ter direito ao seu corpo, ela pode utilizar diversos métodos para evitar uma gravidez indesejada e o aborto não é um método contraceptivo.

Para a grande a maioria, em hipótese nenhuma o aborto deve ser legalizado, apenas nos casos apoiados por lei, como o estupro, o risco de morte da mãe e o bebê anencefálico. Mexer nessa lei é violar mais uma vez os direitos da mulher que não foi protegida pela violência das ruas e já foi violada sem seu consentimento, que teve que passar pelo constrangimento do depoimento e do exame para comprovar se foi realmente violentada. Não ao aborto! Sim ao direito da mulher!