Hoje, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, vamos falar um pouco sobre o Preconceito e o racismo em âmbito filosófico. Para isso, vamos partir do seguinte argumento: nunca houve época tão controvérsia quanto a nossa. Ou seja, o acesso democrático à informação trouxe à tona muita coisa, inclusive estupidez igualmente distribuída entre homens e mulheres.

Primeiramente, o homem contemporâneo vive um período de absoluta incapacidade de convívio mútuo, de respeito e acolhimento. O mundo tornou-se um lugar perigoso para se viver. Embora esse homem tenha acesso a todo tipo de informação, ele não consegue desenvolver laços de afeto sinceros.

Desse paradoxo, decorre todo tipo de racismo, preconceito, homofobia. O homem contemporâneo acha-se superior a toda forma de vida. Age como se a vida dos outros fossem de sua conta. No entanto, cabe aqui uma reflexão: o ser humano é sempre fim, nunca meio.

Dessa forma, o preconceituoso é sempre narcisista, mimado e ressentido. E quem são os preconceituosos? Gente que procura todos os meios para difamá-lo e destitui-lo de seus sonhos. Gente que não suporta ver a felicidade e o sucesso dos outros. O preconceito destrói toda forma de convivência pacífica.

Quando se fala em preconceito na filosofia, diz-se que é a incapacidade humana de ver as coisas, os fatos e as pessoas como elas são. Nesse caso, para muitos, o preconceito seria fruto do “avanço” social, político e existencial da humanidade.

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No entanto, o racismo é um preconceito contra um "grupo racial", geralmente diferente daquele a que pertence o sujeito, e, como tal, é uma atitude subjetiva gerada por uma sequência de mecanismos sociais.

Por outro lado, não podemos esquecer que no mundo líquido moderno as relações se dissolvem em água. Ou seja, enquanto doença contemporânea, o preconceito e o racismo só serão curados pelo emponderamento da cidadania. Ou seja, se isso não acontecer, o mundo contemporâneo, que tende naturalmente ao preconceito, levará o respeito mútuo e a convivência pacífica à extinção.

A cidadania nasce da natureza humana de ser um animal social. Por quê? A cidadania é uma conquista, por isso mesmo, só se conquista pela luta. Dessa forma, toda luta por diretos, seja dos negros, dos indígenas, das mulheres, das crianças, dos pobres ou dos gays, é louvável e legítima.

Em pleno século XXI, não podemos continuar com aquele velho comportamento maniqueísta de que só é bom o que se assemelha aos padrões ao que estamos acostumados. Pelo contrário, o surgimento do respeito pelo outro, pelo diferente, não importando a cor da pele, a crença, o sexo, o começo de uma nova era. Isso é possível?

O respeito pelo outro, surge como signo de autenticidade e resistência, e por outro lado, luz para superação da cisão construída, ao longo do tempo, entre pobres e ricos, homossexuais e heterossexuais, enfim, entre negros e brancos.