Luislinda Valois, Ministra dos Direitos Humanos do governo Temer, diz que está se sentindo uma escrava porque recebe míseros R$ 33,4 mil por mês de salário pelo cargo que ocupa, pago pelo trabalhador brasileiro, através de impostos. Esse mesmo trabalhador tem como salário mínimo R$ 937 e lida com aumento de conta de energia, gás de cozinha, gasolina, dentre outros produtos e serviços básicos que custam caro para o trabalhador brasileiro.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no mês de outubro, não diferente dos outros meses do ano corrente, o brasileiro deveria receber R$ 3.754.16 como salário mínimo para conseguir sobreviver dignamente, [VIDEO] no caso para manter uma família de quatro pessoas.

Com esse valor de R$ 3,7 mil, daria para o brasileiro comprar alimento, pagar contas de luz e água, gasolina, comprar remédios e ainda sobrar uns trocados para o lazer. Mas, será que a ministra Luislinda Valois, que ganha R$ 33 mil por mês, não consegue bancar, com esse dinheiro, esses serviços?

Vale lembrar que a ministra ainda pode usar aviões do governo federal para trabalhar, tem cartão corporativo, assessoria, carro do governo e outras regalias, coisa que o brasileiro não tem e precisa simplesmente se virar para chegar até o local de trabalho no horário correto e sem reclamar de nada. [VIDEO]

Luislinda enviou um documento para o Palácio do Planalto reivindicando acúmulo salário para ela. De acordo com a carta enviada pela ministra dos Direitos Humanos, ela se sente uma escrava porque não está tendo a contrapartida pelo seu trabalho como ministra.

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“O trabalho executado sem a correspondente contrapartida, a que se denomina remuneração, sem sombra de dúvida, se assemelha a trabalho escravo”, disse a ministra, clara e nitidamente.

A Casa Civil não aceitou realizar o pedido da ministra e enviou o documento para o Ministério do Planejamento. Luislinda recebe R$ 30,4 mil de aposentadoria como desembargadora na Bahia e mais R$ 3,7 mil por estar trabalhando como ministra.

Os R$ 3,7 mil pela função de ministra ela recebe porque o estado não permite que nenhum funcionário público receba acima do teto de 33 mil reais. No entanto, a ministra alega que não concorda com esse tipo de situação, a Casa Civil deveria rever essa situação e pagar os dois vencimentos de forma integral para ela. Caso acontecesse, ela passaria a receber mensalmente cerca de R$ 61 mil.

De acordo com informações, Luislinda teria desistido de insistir nesse pedido, após a grande repercussão nacional que o documento acabou proporcionando.