O #PSDB precisa realizar reformas profundas e abrangentes em seu estatuto, renovar para se adequar a realidade brasileira e agir diante dos novos desafios implementados pelo mercado econômico nacional e mundial. Considerando ainda que o país necessita avançar muito na redução das desigualdades, na eliminação dos privilégios e no desperdiço financeiro do setor público.

A agremiação partidária precisa continuar e fortalecer a sua democracia interna e a disciplina, buscar mais estreitamento entre a cúpula e a sua base (militância). Manter os atuais objetivos, como a consolidação dos direitos individuais e coletivos, o exercício democrático participativo e representativo, a soberania nacional, a construção de uma ordem social justa e garantida pela igualdade de oportunidades, o respeito ao pluralismo de ideias, culturas e etnias, e a realização do desenvolvimento de forma harmoniosa, com a prevalência do trabalho sobre o capital, buscando a #distribuição equilibrada da riqueza nacional entre todas as regiões e classes sociais.

Isso tudo segundo o estatuto atual.

Porém, além dos objetivos atuais, o partido deve também se preocupar em acrescentar uma agenda para o futuro, uma nova ordem, como o combate sistemático da corrupção interna e externo ao partido, a economia de baixo carbono, ocupação produtiva para terceira idade, combate ao corporativismo, vida saudável, defesa de novas matrizes energéticas (solar e eólica), domínio do crime organizado, drogas alienando a juventude, usar ferramentas de internet nas escolas para ampliar o conhecimento e a criação de valores.

O partido tem que compreender que na democracia o detentor do poder é a sociedade e não o estado. O estado tem que ser o provedor do interesse da sociedade, e o PSDB deve caminhar junto com a sociedade na busca de mecanismo e fazer acontecer.

Entretanto, não é à toa que o governo federal gasta muito e gasta mal, porque se usa de expediente populista, com objetivo de angariar o apoio e confiança popular, principalmente das classes mais desfavorecidas.

Uma força que por muitos anos impulsionou o governo federal a expandir gastos pelos caminhos da irresponsabilidade fiscal, em particular nas gestões petistas. Isso acabou por levar o País à atual crise, a mais forte da história documentada.

Chegou a hora da ruptura e virar a página com o passado, de esquecer essa história de esquerda e direita e partir para a luta, para o combater o desperdício, os privilégios inaceitáveis, como os altos salários dos servidores públicos federais, onde os salários são significativamente superiores aos trabalhadores em funções semelhantes da iniciativa privada.

Segundo relatório do Banco Mundial, esta é uma causa fundamental que contribui para aumentar da desigualdade no Brasil. Porém, o melhor seria alinhar os salários iniciais aos pagos pelo setor privado e introduzir um sistema mais meritocrático de aumentos. Assim, reduziriam os custos e aumentariam a produtividade no setor público.

Segundo estudo feito por José Márcio Camargo e publicado no jornal O Globo, ao longo dos últimos 15 anos, o governo federal gastou R$ 1,325 trilhão apenas para cobrir o rombo do sistema de Previdência dos funcionários públicos, que atende menos de 1 milhão de aposentados e pensionistas.

Aliás, o valor equivale à seguinte soma: todo o déficit acumulado no mesmo período pelo regime geral de aposentadorias e pensões (INSS), que beneficia 29 milhões de brasileiros, mais todo o montante investido pelo Bolsa Família, mais todos os gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) dado a idosos com mais de 65 anos e deficientes de baixa renda. Em todos os casos; desde 2001. E ainda sobra troco.

Sem comentar a renúncia fiscal concedida às empresas e outros, tem muito mais. São privilégios inaceitáveis que não acabam mais e só contribuem para aprofundar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres.

O PSDB precisa repensar melhor as suas estratégias e não esquecer que saiu do segundo turno como o maior vencedor da eleição municipal de 2016, se o critério observado for o número de eleitores que cada partido está governando. Em seu conjunto, são 803 prefeituras. Os prefeitos do partido estão administrando cidades que abrigam 23,9% do eleitorado, ou seja, para cada quatro eleitores, um esta sendo governado por um tucano. #reformar