Em 1997, surgia o Protocolo de Kyoto, no Japão. Este documento internacional previa instrumentos legais para reduzir as consequências do efeito estufa na atmosfera. Foi um ato de grande porte político diplomático mediante 189 adesões ao acordo.

Posteriormente, uma nova reunião na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças climáticas (UNFCCC), no Qatar, reforçou o acordo com novas metas de redução até o ano de 2020. Porém, apenas 23 nações aderiram as novas metas.

O Protocolo de Kyoto foi um documento inovador em muitos aspectos, em especial, por ter criado o crédito de carbono. Os créditos de carbono são uma compensação financeira paga para indivíduos, empresas e organizações que apresentassem projetos ambientais que comprovem a redução de gases na atmosfera.

O resultado deste instrumento foi uma movimentação mundial em prol da conquista de créditos de carbono, notadamente por países como o Brasil, com vastas áreas ambientais a serem protegidas, que vislumbraram recursos para manter o tão custoso ato de preservar.

Preservar custa caro. Num Mundo onde o poder econômico pode comprar imprensa, marketing, opinião pública, representantes, preservar o meio ambiente é um ato nobre, quando isso leva em conta a soma de todas os obstáculos que advém dos interesses, às vezes, da maioria.

Os créditos de carbono foram, por assim dizer, um ato visionário, um fator motivador do respeito ao meio ambiente, a fauna e a flora. Por outro lado, nada mais era do que uma justa compensação paga por alguém que teria que pagar pela sua liberdade de poluir. Assim, enquanto uns poluem, outros não poluem.

Os melhores vídeos do dia

Enquanto uns desmatam, outros protegem. Se dessas atividades, poluir e não poluir, desmatar e não desmatar, resultar em desequilíbrio para um lado, naturalmente as consequências são trágicas para toda a humanidade.

Enfim, sempre é bom haver equilíbrio entre economia e meio ambiente. É a noção de sustentabilidade. Todo esse conceito de justiça ambiental estava bem mantido pelo Protocolo de Kyoto, especialmente, mediante compensação ambiental por créditos de carbono.

Hoje estamos num período de lacuna com a vigência de dois acordos internacionais. O Protocolo de Kyoto, que se tornou simbólico [VIDEO] perante a comunidade internacional, vai até 2020; e o Acordo de Paris, que entrou em vigor dia 4 de novembro de 2016, mas até agora é tão simbólico quanto o seu antecessor (Protocolo de Kyoto).

Em se tratando do Acordo de Paris, ainda sobreveio a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de não ratificar o documento. Tudo não passa de uma política sua de protecionismo estatal.

Certamente, os EUA, como maior PIB (Produto Interno Bruto) disparado ano após ano no mundo, seria um grande país a aportar recursos para o sistema de proteção. Mas, lá, o que fala mais alto é "poluímos e não pagamos nada a ninguém."

Os EUA ainda têm grande força diplomática, o que pode prejudicar o acordo. Em especial, atualmente, tem praticado lobby contrário às defesas do meio ambiente, tudo no intuito de manter seu comportamento ambiental injusto.

Por fim, os créditos de carbono, que a Comunidade Europeia, segundo maior PIB do mundo, teve a honra de aceitar como direito e dever, hoje estão desintegrados, quase inexistentes. Estão enfraquecidas muitas pessoas que mantêm suas propriedades em respeito ao meio ambiente.

Por outro lado, estão fortalecidos os países que poluem, que devastam e ainda assim, não bastasse tudo isso, tendem a utilizar as mídias com lobbys escarnecedores do meio ambiente como forma de desestabilizar acordos vindouros.

Aguardamos o desfecho das investidas do mal sobre o meio ambiente para ver o resultado dos fatores políticos humanos e falaciosos sobre a mãe natureza.