Um vídeo que circula em redes sociais mostra a realidade do que acontece nos bailes funk e de como a cultura do estupro é presente e até mesmo cultuada, já que, se a mulher disser não, ela é a pessoa errada neste enredo. Um vídeo que vem sendo compartilhado massivamente na internet escancara o que acontece nestes locais, fala do uso indiscriminado de drogas, da maneira em que as jovens se vestem, de como dançam e principalmente que elas devem permitir que qualquer pessoa chegue nelas para dar uma "sarrada".

O portal de notícias R7, através do Blog da DB', trouxe à tona todo o #Preconceito e #machismo que está arraigado na sociedade.

Em um vídeo que foi postado no Facebook da Mandela Digital, um jovem rapaz conta a realidade do que acontece nos bailes funk. O vídeo já teve milhares de compartilhamentos e outras centenas de comentários, a maioria em apoio ao que foi dito e mostrado.

Contudo, o contexto do vídeo vai muito além de uma fala supostamente engraçada de uma pessoa que se acha no direito de "sarrar" quem quiser, mostra o quanto a sociedade brasileira precisa evoluir e principalmente é preciso aceitar o ‘’não’’.

‘Mata sarrar no trabalhador’?

Durante o vídeo, o jovem fala que as "branquelas" vão para o #Baile funk, usam drogas, dançam de maneira insinuante e depois se recusam a deixar que os homens que estão no mesmo local se aproximem para dar aquele "amasso". Ele chega a dizer que fica excitado vendo a novinha [VIDEO] branquinha dançando enquanto ela está com um lança-perfume em uma das mãos e um copo de bebida com "bala" na outra.

Quando ele chegou para dar a "sarrada", ela disse que não e ainda o chamou de nojento. "Mata sarrar no trabalhador?”, pergunta o jovem.

Preconceito

Ainda irritado com o fora que levou, ele destila todo o seu preconceito [VIDEO] quando chama as jovens de "branquelas filha da p**a".

Algumas pessoas chegaram a questioná-lo nos comentários, afirmando que o se tratava de uma fala muito preconceituosa, já que, se fosse ao contrário, seria considerado racismo e que, caso se referisse a um "negro filho da p**a", não teria tantas curtidas, coraçõezinhos e risadinhas.

Não é não

O que realmente falta a este jovem e tantos milhares de outros é entender que a mulher não é obrigada a ceder a investida de ninguém. Mesmo dançando de maneira sensual, bêbada ou drogada, ela é que manda em seu corpo, ninguém tem o direito de tocá-la se ela não quiser.

Existe uma grande inversão de valores, e a cultura do estupro no Brasil é sórdida, onde a vítima é julgada e considerada até mesmo culpada por ter sido abusada sexualmente.

Então, fica ligado mano, se a mina disser não é não, não importa a cor, classe social, muito menos de onde ela veio e para onde ela vai.

Observação: Em respeito aos nosso leitores não exibiremos o vídeo por causa do grande número de palavras de baixo calão.