Partido político é um grupo de pessoas que se reúne em organização para disputar eleições, chegar ao poder e governar. É através dos partidos que a população, por meio do voto, escolhe seus representantes para esse fim, um comportamento que denominamos dever.

Mas o que deveria ser uma ação de desejo patriótico de todos para o bem comum, algo bom e desejável para o individual e coletivo, no Brasil o que há de fato é o voto de obrigação, que independente da intenção, será inexoravelmente direcionado a outros fins que não o bem público.

Por isso, a descrença e a execração da população à política e ao ser político.

Um estudo realizado pela GIK Verein1, da Alemanha, em 2016, constatou que apenas 6% dos brasileiros confiam nos políticos. Neste relatório, que mede a confiança nas profissões, o Brasil ficou em último lugar no ranking de países, índice que se manteve ao observado em 2014. Um ceticismo que, para a GIK Verein, pode estar ligado à corrupção generalizada no país.

De fato, o descredito que a população brasileira tem em relação aos políticos está diretamente relacionado ao comportamento corrupto, antiético e imoral tornado público a cada dia. O nível de rejeição chegou a tal ponto, que a Igreja Universal do Reino de Deus ficou à frente da Presidência da República, do Congresso Nacional e dos partidos políticos (nessa ordem) no índice de confiança da população, em todas as regiões do país (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste) em pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha de junho de 2015.

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Os dados não são pontuais, já que de 2009 a 2016, o mesmo índice de confiança medido pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) mostra que os partidos políticos ficaram em último lugar dentre todas as instituições pesquisadas.

Se a corrupção é o que mais chama a atenção quando falamos em classe política, a prostituição política é o termo que mais se adequa quando examinamos a atuação dos partidos.

Isso na medida em que se oferecem ou não se negam àqueles que possam lhe dar um bom retorno de votos ou serem; chamariz de novos membros, sem que seja levada em conta a capacidade intelectual e a conduta ilibada do cidadão.

É como aconteceu recentemente com a filiação do ator Fábio Assunção ao Partido dos Trabalhadores (PT), anunciada e comemorada depois de um jantar do artista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro.

Segundo o presidente da sigla no Rio, a entrada do ator estimulará o ingresso de pessoas no partido.

O histórico de comportamento público do ator, porém, não é para comemoração. O site IG Gente, em reportagem de 25/06/217, traz sob o título; “Fábio Assunção: uma vida de drogas, confusões e muita polêmica”. É um apanhado de suas infrações com drogas, embriaguez, brigas e prisões, que moralmente, o condena e condena o PT, que o acolhe com segundas intenções, visando trazer com sua filiação e a de outros artistas, mais correligionários para seus quadros, como confessou o presidente do partido no Rio, Washington Quaquá.

O que a sociedade assiste passivamente é a inversão de valores dos políticos pessoa física e jurídica, que, com seus atos, contribuem para a manutenção do caos.

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