Nada mais duro do que viver ou conviver parte de sua vida atrás das grades, imagina se pega alguma doença nesse tempo. As questões de higiene confirmam a fama dos presídios brasileiros como um dos piores no mundo, sabendo que a superlotação favorece indiscutivelmente o início dos problemas de saúde.

Pessoas presas entupidas nesses metros quadrados, onde não possuem uma mínima locomoção, correm os maiores riscos de contrair tuberculose e Aids, além de se tornarem vulneráveis quanto à resistência de endemias. Segundo relatos de quem convive diariamente com esse tipo de situação explica, 90% dos casos de mortes em presídios são por doença.

O tratamento é um antibiótico ali, outro aqui, e esquecem de fazer um check-up geral para saber o que está realmente ocorrendo. De modo geral, procuram tratar o preso como indigente. Não é à toa que, às vezes, ocorrem rebeliões de presos por melhores condições. Normalmente é dado um analgésico ou um calmante, embora sabemos que existe a falta de medicamentos capazes de aliviar uma dor ou sanar um princípio de um problema mais grave e que possa afetar todos da mesma cela.

O preso é como qualquer outro indivíduo. Independente do crime que cometeu, está ali para receber a mesma atenção de uma pessoa considerada normal. Fere a liberdade e os princípios do prisioneiro que isso não ocorra. A comida não adequada e principalmente o péssimo saneamento básico são realidades na maioria das prisões brasileiras.

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A prisão, no geral, não possui uma infraestrutura adequada para receber nenhum preso. A superlotação e a precariedade do sistema prejudicam o nome do país no exterior. A qualidade que deveria ser prestada é praticamente nula. As autoridades e órgãos responsáveis negligenciam a maioria dos problemas, sempre dando a mesma desculpa de sempre.

Certas doenças até então pouco mencionadas, como leptospirose e a própria #tortura realizada com as chegadas dos novos presos, matam mais que bala perdida. O sistema carcerário, como já foi mencionado, é endêmico, não sabemos quantos presos que são mortos por dia nas cadeias brasileiras, tampouco podemos ver por perspectivas de melhora na situação.

A construção de presídios pode ser uma saída se os órgãos agissem de maneira responsável para solucionar esse problema que persiste há tempos. Poderíamos solucionar um dos vários problemas que temos que resolver. Resta-nos aguardar os próximos passos para que esse massacre silencioso diminua ou seja de sanado de forma segura e sustentável. #superlotamento #Sistema prisional brasileiro