O Ministério Público do Trabalho de São Paulo mandou o Supermercado Hirota Foods suspender a distribuição de livreto com 31 devocionais escritos pelo pastor Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana, nesta sexta-feira (22).

O assunto veio à tona na última semana quando reportagens sobre o devocional “Cada Dia Especial Família 2017” [VIDEO] começaram a ser publicadas em diversos portais. A opinião das redações dominadas pela agenda esquerdista era de repúdio ao material por ele tratar de assuntos como aborto e casamento gay de forma crítica.

Afronta aos cristãos

A decisão do #MP de São Paulo precisa ser olhada com bastante atenção pelos cerca de 86,8% de cristãos – entre católicos e evangélicos – brasileiros, segundos dados do IBGE.

Nessa hora, é necessário que os cristãos verdadeiros se posicionem contra essa atitude repugnante da “Justiça”.

Se vivemos em um estado laico e não laicista, todos têm o direito de se manifestar religiosamente – desde que não estejam cometendo crime – sem que o Estado se oponha. Mas não é bem isso que está acontecendo.

O ponto básico para a discussão é que o pastor Hernandes Dias Lopes, autor do livreto – e não cartilha, como alguns estão maldosamente chamando –, não incita, de forma alguma, o ódio a quem quer que seja. Ele trabalha em cima daquilo que a #Bíblia diz.

E pode ser chocante, mas é a verdade: a Bíblia, considerada pelos Cristãos a Palavra de Deus, não tolera aborto, casamento gay, entre outros assuntos que a sociedade considera polêmicos, mas que para as Escrituras Sagradas têm nada de polêmica.

O texto é simples e direto.

Isso não significa, de modo algum, que todos devem seguir o que a Bíblia diz. Cada é um livre para tomar as decisões sobre as suas vidas. Não significa, também, que homossexuais devam ser agredidos por suas escolhas. Aliás, quem faz isso, está indo também contra a Palavra de Deus.

Mas as coisas deveriam ser mais simples: o Hirota Foods tem direito de distribuir livreto com aquilo que acredita. Clientes ofendidos têm o direito de reclamar e parar de fazer compras no local. Nada além disso.

Proibir a distribuição do material nas lojas, redes sociais e site, além de vergonhoso, é perigoso, porque entramos em uma era de #Censura que pode ser ruim para todos. Nós, cristãos, inclusive ficamos com dúvidas se em breve o MP não vai querer proibir a Bíblia também.

E se o livreto defendesse o aborto, a descriminalização das drogas ou o direito de crianças tocarem homens nus em exposição de “arte”, ofendendo assim quem pensa diferente, será que haveria proibição por parte do MP?

Vai entender

O MP enviou oito recomendações ao Hirota Foods.

A entidade quer que a supermercado assegure a igualdade entre mulheres e homens e que garanta o respeito à liberdade de religião, credo, gênero e orientações sexual.

O curioso é que o próprio MP não respeita a liberdade religiosa dos donos do Hirota Foods, que optaram por distribuir os livretos que se baseiam naquilo que eles acreditam.

Ademais, o fato de ser contra o casamento gay, por exemplo, não significa que a pessoa não conviva com homossexuais – seja como amigo, parente, empregado ou empregador.

Íntegra do texto

O pastor Hernandes Dias Lopes publicou a íntegra do texto em sua página oficial no Facebook, onde tem quase 500 mil seguidores. Lá é possível ler os 31 devocionais.