Convivemos em uma sociedade repleta de paradigmas preconceituosos, e um desses é a homossexualidade. Cotidianamente são retratados casos de violência, homofobia e intolerância, associados a pessoas que buscam se relacionar com outras do mesmo sexo ou gênero. Por que uma condição individual e íntima de um cidadão acaba sendo alvo de preconceitos em pleno século XXI? É necessário reconhecer algumas verdades sobre a homossexualidade e aprender como não compactuar com o preconceito.

A primeira verdade a ser dita é que, com certeza, você convive com pessoas homossexuais e não desconfia sobre sua orientação. A homossexualidade é algo íntimo da vida de uma pessoa, e que obviamente não afeta ao próximo.

Afinal, ser homossexual não invalida nenhuma capacidade física ou intelectual de uma pessoa, muito menos torna-se motivo para julgamentos. O primeiro passo para aceitação, se baseia em não invadir a vida íntima de uma pessoa, por mais próxima que ela seja.

Como segunda verdade, temos a representatividade LGBT. A mesma não tem nenhuma relação com a exposição gay, mas tem nítida relação com a busca de direitos, outrora negados a esse público. Historicamente, pessoas LGBTs, ao se assumirem, sofrem preconceitos injustificáveis e com eles a falta de acesso a alguns direitos, como o direito ao casamento civil, que após diversos manifestos, hoje já é garantido por lei. Além disso, a luta do movimento é constante contra a impunidade das violências de homofobia e ódio, e requerem apenas o direito, como de qualquer outro cidadão, a segurança.

Algumas tendências de comportamento se referem a todos os grupos da sociedade, e não especificamente aos homossexuais [VIDEO]. Por diversas vezes, temas como álcool, drogas e prostituição são associadas à homossexualidade, a colocando como a atitude promíscua de uma pessoa. Sendo que tais atitudes espalham-se entre homens, mulheres, entre toda a sociedade. A homossexualidade não incentiva nenhuma dessas atividades.

Outra temática é a homossexualidade na infância, tratada de forma muito preconceituosa. Inclusive, levando a violências na fase infantojuvenil, que podem virar experiências traumatizantes. Uma criança é ingênua, não deveria a mesma ter liberdade de ser quem ela quer ser? Por que então começar com julgamentos nesta fase? O discurso de família e bons costumes devem sim permanecer, mas respeitando as diferenças e ensinando crianças a ser bons cidadãos.

Entre essas verdades, conseguimos perceber muitas questões ainda não ditas sobre a homossexualidade [VIDEO]. Infelizmente, poucas discussões pacíficas são realizadas sobre a temática, e é algo extremamente necessário, se o foco é ter uma sociedade pautada no respeito e na boa vivência. O conhecimento é a única maneira progredir e dizer não ao preconceito.