Parece que foi ontem! Camisas canarinho se tornaram a última moda. O país jazia em uma explosão de frases feitas e escritas em pedaços de papelão. Foi a primeira vez que se pôde ver o "pseudo rico" brasileiro dividindo espaço com os catadores. Pena que eles nem se deram ao trabalho de perceber os pobres brasileiros de verdade. Queriam tirar fotos e postar em suas redes sociais. A frase: "Não é pelos 20 centavos" virou até tatuagem. E agora? O que aconteceu com este gigante que havia acordado pedindo para que as pessoas caminhassem? Lembrando uma conhecida propaganda de whisky importado. Onde está esse gigante no momento em que os direitos conquistados pela classe trabalhadora estão na corda bamba?

A falta de respeito para com o próximo se esvaiu drasticamente, tanto em famílias pobres quanto em famílias abastadas.

O pobre cada vez mais sem acesso à cultura e sem estímulo na busca de crescimento profissional e pessoal, protege-se e defende-se como pode. Enquanto o rico e o "pseudo rico" cada vez mais se acham superiores, oprimindo aqueles que julgam inferiores.

O cenário politico hoje [VIDEO] no país é claramente um retrato de ações irrefletidas e péssimas escolhas de ambos os lados. Pensamentos como "violência no trânsito é cultural", "homem brasileiro é machista mesmo" podem naturalizar ações corruptas e sem ética em alguns momentos da vida do cidadão comum, sempre que lhe é conveniente.

A perspectiva politica [VIDEO] em relação as próximas eleições, conduz o povo brasileiro para o acaso. Não se governa exibindo sua brilhante carreira na TV. [VIDEO] Frases de efeito e discurso machista e preconceituoso não provam que o candidato tem aptidão para o cargo.

Entregar o pão na boca também não funciona. Um tal cabeludo legal já fez isso! Ofereceu pão e peixe, só faltou o circo. Talvez por isso, tenha sido crucificado. Apenas pregou o amor e no entanto, inventaram para ele uma religião que nunca professou.

Corrupção será também egoismo? Furar fila, ensinar aos filhos a máxima: "Achado não é roubado", dormir ao ver um idoso entrar no ônibus, desrespeitar ao professor, jogar lixo pela janela do carro, podem justificar falhas de conduta social? Tais comportamentos podem ser considerados traços da cultura e da tradição brasileira? É possível colocá-los no mesmo patamar do folclore, do samba, do frevo, do acarajé, da feijoada, enfim das manifestações culturais de um povo?

Para ter uma nação melhor, um país melhor, não seria mais importante se enxergar no outro? Trocar de lugar com o outro? Para quem sabe, desconstruir padrões e comportamentos perpetuados há séculos no senso comum do cidadão brasileiro. Eis a difícil missão. #Barack Obama #Bolsa Familia #Chico Buarque